Despedida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Quero ver você de perto (Benito di Paula)
O portão (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Ternura Antiga (J. Ribamar e Dolores Duran)
Você (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Eu quero apenas (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Jogo de Damas (Isolda e Milton Carlos)
Resumo (Mario Marcos e Eunice Barbosa)
A deusa da minha rua (Newton Teixeira e Jorge Faraj)
A estação (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Eu me recordo (Yo te recuerdo) (Armando Manzanero e Roberto Carlos)
Despedida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Sobre Jimmy Wisner me bateu uma dúvida. Lendo a revista Caros Amigos de Agosto de 2009 onde é lembrado 20 anos sem Raul Seixas, vi uma coisa semelhante. A primeira esposa de Raul chama-se Edith Wisner. Algum parentesco? Bom, ironicamente, o disco abre com uma faixa que se chama Despedida. Outro tipo de situação aqui. Agora, Roberto não lamenta quem foi, pois é ele que está indo. Os arranjos em tônica, sétima maior e sétima, ou sexta, predominam em boa parte desse disco. Podemos até dizer que seria uma das marcas registradas do Roberto, pois na mesma linha ainda teremos nesse disco, O portão, Resumo, mais tarde nos anos 80, Amante a Moda Antiga, nos anos 90, Hoje é domingo e por aí vai.
Quero ver você de perto (Benito di Paula)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Essa é curiosa, principalmente para quem está começando a tocar violão, tem um Dó sustenido menor com sétima e quinta diminuta que em cifra o bicho se escreve assim C#m7(b5), que apavora quem pegar a cifra na internet. Antigamente revistinhas com cifras eram vendidas nas bancas de jornal, até hoje elas existem, mas estão em extinção. Bom, destaque para a letra curta porém bela de Benito di Paula, que gravou muita coisa. Benito é um excelente compositor, intérprete e assim, eu sou fã dele também, aquele samba paulista, carregadão no piano é uma marca registrada do Benito o magnífico Uday Veloso. Na ficha técnica do disco não há quem tocou o quê, a única coisa que eu sei é que o grande Paulo César Barros, do Renato e seus blue caps, foi quem gravou os baixos dos discos do Roberto até 1981.
O portão (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Aqui Roberto e Erasmo contam a história de uma pessoa que retornou e o primeiro encontro é com o seu cão abanando o rabo no portão. No programa Em Nome do Amor em 1996 do Silvio Santos, Roberto canta um pedacinho do início da música (...meu cachorro me sorriu latindo...). O dono do baú, brinca dizendo: O único cachorro que ri é o dele. E Roberto retruca e diz: Não... todos eles sorriem. Nos últimos shows em São Paulo, Roberto falou sobre o cachorro da música, o Axaxá.
No disco italiano de 78, Cavalcata, é interessante ver essa e mais músicas sem o eco predominante nos instrumentos.
Ternura Antiga (J. Ribamar e Dolores Duran)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Uma canção que fala de um amor que já se foi, porém a saudade, o vento frio, a distância amiga, vontade de chorar e o desencanto de que a pessoa volte, tornam-se uma ternura antiga. Agora, para mim, distância amiga, é quando a pessoa era um inferno na vida da gente.
Você (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Mais uma canção de Roberto e Erasmo que fala de saudade, perda, falta que a pessoa amada faz. O piano nesse disco inteiro está impecável. A banda toda aliás.
É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Não há créditos para os arranjos.
Embora o pianão no começo, os acordes do piano, dão um clima todo especial na música. Regravada pelos Titãs, ela ganhou um formato acústico, bem próximo do arranjo que o Roberto gravou em seu disco acústico em 2001. No show do Pacaembu, (no qual eu estava), Roberto brinca no começo dos versos “ Quem espera que a vida, seja feita de ilusão... uma pausa e o rei diz: Tá frito...” e prossegue a letra. Letra que foi alterada no passar dos anos. A parte “ se o bem e o mal existem, passou a ser: se o bem e o bem existem” Mas em um vídeo do You tube, já há registros que em show Roberto já canta “se o bem e o mal existem”. Roberto andou alterando mais algumas letras, de uns tempos para cá. A música Custe o que custar, no verso: “ Será meu Deus enfim, que eu não tenho paz”, virou, “Somente em Deus enfim, é que eu encontro a paz” Em Além do horizonte na parte : “ se você não vem comigo, tudo isso existe lá”, deu lugar a, “porque você vem comigo...” É preciso saber viver, muito antes de 1974, já havia sido cantada por Roberto, Erasmo e Wanderléa no final do filme Roberto Carlos e o diamante cor de rosa em 1969. No refrão, Roberto faz um ovedub (canta consigo mesmo).
Eu quero apenas (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Uma letra que caiu em discussão em uma comunidade do Orkut certa vez se ela era política ou não. Em tempos de censura, Roberto e Erasmo podiam falar em protesto porém de uma forma que a censura não se tocava. As expressões “quintal sem muro, dividir o que eu pescar, quero meu filho pisando firme”. Uma bela música que foi assassinada no especial da globo pelo casting da emissora em 1992.
Jogo de Damas (Isolda e Milton Carlos)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Revendo meus guardados, são tantos, bicho, achei um jornal do Fã Clube Um Milhão de amigos do RJ, o maior fã clube do rei. Na realidade, a canção é da Isolda e seu irmão, Milton Carlos. A primeira vez que Roberto gravou uma música dos irmãos tinha sido um ano antes em 1973, Amigos, amigos. Isolda diz em entrevista ao fã clube que, Jogo de Damas, foi uma experiência pessoal do irmão Milton, falecido em 1976. Isolda e Milton mandaram Amigos, Amigos para Roberto pelo Eduardo Araújo com quem gravavam uns vocais em 1973. Isolda é a compositora de Outra Vez de 1977.
Resumo (Mario Marcos e Eunice Barbosa)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Esta canção na realidade é um poema de Eunice Barbosa, mãe dos irmãos Mário Marcos e Antônio Marcos. Mário Marcos musicou o poema. Uma das mais belas músicas do disco que também usa o arranjo em tônica, sétima maior, sexta e tônica.
A deusa da minha rua (Newton Teixeira e Jorge Faraj)
Arranjo de Chiquinho de Moraes.
Bela canção de Newton Teixeira e Jorge Faraj que endeusa a Deusa da rua. “Ela é tão rica e eu tão pobre, eu sou plebeu e ela é nobre, não vale a pena sonhar”. A canção começa com um violão, à primeira ouvida, um violão com cordas de nylon, dedilhado, pouco a pouco os instrumentos vão dando um clima todo especial para a canção.
A estação (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Roberto e Erasmo narram uma despedida em uma estação. Dolorosa “no peito uma saudade antecipava”. Bela canção, belo arranjo. O solo arrepia, os violinos costuram de ponta a ponta...
Eu me recordo (Yo te recuerdo) (Armando Manzanero e Roberto Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Música de Armando Manzanero. Gosto do verso ” eu te recordo, em cada dia, que amanhece... em cada pássaro que voa, em cada tarde que anoitece..”.
Há um vídeo de uma apresentação na Venezuela onde Roberto canta a canção em espanhol, mas durante o solo, o RC7 modificava o andamento da música para jazz.
Considerações Finais:
Na década de 90, não era possível ter acesso a discografia de determinado artista ou banda como nos tempos de hoje, em que um dia, aliás, em algumas horas, (baixa-se) a discografia pela internet. Só para tornar um pouco mais assustador, é um trabalho de anos e anos se considerarmos a composição, gravação, masterização, parte gráfica, horas e horas de estúdio. Lembro que até a década de 90, eu não conhecia esse disco, muitas músicas dele. Então, um amigo robertista me emprestou. Lembro de conhecer as músicas e do impacto que senti ao ouvir todas.
Voltando no tempo...
É o ano do primeiro especial do Roberto na Globo, é o ano em que este que vos escreve nasceu, o ano do trágico incêndio no Joelma no centro de São Paulo, então esse disco é mais do que especial pra mim. E estamos nós no ano de 1974. A capa traz um Roberto com uma camisa jeans, um baita fio de alta tensão segurando o medalhão do Sagrado Coração de Jesus, dado pela irmã Fausta, junto com o medalhão, pingentes representando seus 3 filhos. Na capa Roberto está olhando para algum lugar, mas refletindo, as sobrancelhas franzidas, como se estivesse compenetrado em algo. Na contra capa, uma cara de moleque indefeso. Adoro essa capa, realmente, Armando Canuto arrebentou nessa sessão de fotos, se alguém tiver mais alguma, mande para nós, por favor. O disco tem uma equalização ímpar, um eco no disco todo que o deixa mais pesado, mas não um peso que cansa a cabeça, é um peso que deixa o repertório do disco mais forte. Esse disco eu tenho, pra variar, 3 edições, um vinilzão da época, um relançado anos depois e em cd. O disco foi gravado no RJ, Nova York e Los Angeles.








0 comments:
Post a Comment