O disco de 1984
7:03 PM |
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Coração (Roberto Carlos - Erasmo Carlos - John Hartford )
Eu e ela (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti)
Aleluia (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Lua Nova (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Cartas de Amor(Edward Helman/Victor Young) versão: Lourival Faissal
Caminhoneiro (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Eu te amo (And I love her) (Lennon/McCartney) versão: Roberto Carlos
Sabores (Mauro Motta/Cláudio Rabello)
As mesmas coisas (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
01. Coração (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjos: Lincoln Olivetti (base)
Charles Calello (cordas e metais)
Roberto e Erasmo falam aqui da semelhança das histórias de amor, todas são iguais, porém se transformam em letra de música, de amor ou de dor. A canção fala da visão do compositor, do que é ser compositor. Na realidade, tudo leva e motiva o compositor a escrever. A felicidade, sofrimento, expectativa, saudade, são alguns exemplos. Nem sempre o compositor passou por aquilo que escreve, ele pode se basear na história de um amigo, de uma pessoa próxima ou imaginar uma situação. Mas o importante é quando o compositor acredita naquilo que está dizendo. E o nosso rei já disse isso em entrevista a Sérgio Chapelin no Globo Repórter em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto, ele só canta as coisas em que acredita.
02. Eu e ela (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti)
Arranjo: Lincoln Olivetti
Música que foi revisitada em 88 no primeiro disco ao vivo de Roberto. Esteve presente no especial de 2008 com Neguinho da Beija Flor. Uma música que traduz o amor atual, que está sendo vivido (Um grande amor começa agora... /O amor não escolhe a hora/pega a gente deixa assim...). As músicas da década de 80 do Roberto tem uma sonoridade única, bem diferente da sonoridade rústica dos anos 70 e antes da tecladeira dos anos 90. É o equilíbrio perfeito entre tecnologia e instrumentos como bateria acústica, violões, etc... O solo de sax alto é de Leo Gandelman.
03. Aleluia (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo: Eduardo Lages (base)
Charles Calello (cordas e metais)
Nos discos do rei, sempre esteve presente uma mensagem religiosa. Na década de 70, Jesus Cristo, Todos estão surdos, A montanha, são alguns belos exemplos. Aleluia fala da presença de Deus em tudo o que existe. O sol que aquece, o vento que assanha as águas do oceano, horizonte colorido, etc. Um diferencial, a originalidade de Roberto e Erasmo nas letras religiosas é que suas letras são mensagens, não se fixam em uma religião especifica. Roberto já externou bastante o seu lado católico, hoje ele se define como cristão.
04. Lua Nova (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos: Chiquinho de Moraes (base)
Artie Butler (cordas e metais)
Uma das canções deste álbum que eu sempre gostei. A lua aqui é confidente e agüenta as perguntas, os questionamentos da pessoa que está em busca da pessoa amada. Se ela está do outro lado da cidade, o vestido azul, zona sul, (eu preciso crer que o amor que ela me deu, ainda é meu...) Ter andado pelas ruas da cidade procurando... Quantas vezes já não vivenciamos uma situação desse tipo? Destaquemos aqui a versatilidade de Roberto, ele sempre cantou, tudo o que uma pessoa já viveu em matéria de amor. Com alguma das canções do rei a pessoa se identifica.
05. Cartas de Amor (Edward Helman/Victor Young) versão: Lourival Faissal
Arranjo e Regência: Artie Butler
Música com uma atmosfera sofisticada, do tipo: deixa que eu abra uma garrafa de vinho e deixa o resto comigo. Porém a letra fala sobre um diálogo pode ser por telefone ou pensamento que no dia anterior houve uma releitura das cartas que escreveu. Canção bela que é quaaaaaaase um jazz.
06. Caminhoneiro (John Hartford / Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
Arranjo e regência: Charles Calello
O carro chefe do disco, muito executada nas rádios. Reza a lenda que a CBS (atual Sony Music) montou um esquema monstro para que a música fosse entregue nas rádios ao mesmo tempo na ocasião do seu lançamento. Roberto e Erasmo falam aqui do caminhoneiro, que pega a estrada, quase sempre de madrugada e pensa na amada, viaja em pensamentos, que pensa nela no caminho, etc. Música revisitada em alguns especiais de fim de ano. Segundo Paulo César de Araújo em seu livro, Roberto Carlos em detalhes: “No dia do seu lançamento nacional, dia 19 de novembro de 1984, no período das 7 às 19 horas, Caminhoneiro bateu um recorde: foi executada 3287 vezes em todo o Brasil”.
07. Eu te amo (And I love her) (Lennon/McCartney) versão: Roberto Carlos
Arranjo e regência: Chiquinho de Moraes
Beatles na voz de Roberto Carlos, voz suave, uma releitura bem sofisticada de Roberto. O solo de guitarra (bem jazzístico por sinal) é de Zé Carlos. Bem diferente do bolerão açougueiro na gravação de Zezé di Camargo e Luciano anos depois.
08. Sabores (Mauro Motta/Cláudio Rabello)
Arranjo e regência: Lincoln Olivetti
As frases dessa letra é tudo aquilo o que pensamos em falar para a pessoa amada e muitas vezes simplesmente não sai pela boca. As vezes não sabemos falar bonito, cada dia mais somos fãs da pessoa amada. Atenção para os 3 minutos e 30 segundos em que as cordas literalmente costuram a seqüência de notas. Simplesmente maravilhoso. Não se faz mais música assim atualmente.
09. As mesmas coisas (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Arranjo e regência: Eduardo Lages
Essa música destaca a diferença entre o hoje e o ontem. Ontem fomos importantes para a outra pessoa, hoje já não somos nada. Marcante presença de teclados. A tecladeira aqui come solta.
Esse disco tem uma sonoridade superior a qualquer um gravado por outro artista brasileiro naquela época de meio dos anos 80. Os discos de Roberto sempre estiveram à frente do seu tempo. A produção é de Mauro Motta. Gravado nos estúdios Sigla – Brasil e A & M Records em Los Angeles. Mixado no estúdio Sigma Sound – Nova York. Fotos de Luiz Garrido. Detalhe que as fotos, trazem um Roberto de cabelo mais grisalho, camisa e calça jeans. Essa seria talvez a última capa que mostrava o Roberto com o cabelo mais curto. Do disco seguinte, 1985, Verde e Amarelo, Roberto já voltaria a usar o cabelo um pouco mais comprido. Até chegar no penteado metal em 1989.
O especial de fim de ano da Globo foi um dos que eu mais gostei, porém, muitos anos sem assistir, me esqueci. Graças a internet e minha eterna mania de ir fuçando em tudo o que é link acabei conseguindo rever o especial. No especial tem as participações de Erasmo, Simony, Blitz, que especial senhoras e senhores. No site http://robertocarlosvideos.blogspot.com/search/label/1984 é possível assistir on line ao especial. As canções do Roberto, os arranjos me levam de volta à casa em que eu morava, o especial eu assisti com a minha mãe, eu colocando o disco no toca discos por várias vezes.
Velhos tempos, belos dias, eu tinha apenas 10 anos.
Na minha vida esse disco chegou em casa junto com um do Julio Iglesias, o 1100 Bel Air Place. Meu pai tinha ganhado os dois Lps de amigo secreto no serviço se não me engano. Estou com planos de falar de disco do Julio no blog do Baratta.
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