Roberto Carlos no Cinema - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura


Roberto Carlos reinou no cinema também. Isso me faz lembrar uma das entrevistas do Ringo Starr para o Anthology em que Ringo dizia ir muito ao cinema quando pequeno. Ao voltar para casa, ele era pirata, era cowboy, geralmente o que tinha visto no filme durante a tarde. Com a turma de Roberto, Erasmo, a turma daquela época não deve ter sido diferente. Muito antes de internet, de filmes na TV, lembremo-nos que a televisão no Brasil era artigo de luxo, nem todas as casas tinham condições de ter.
Para muitos fãs, Roberto filmou apenas três vezes. Os filmes: 1968 - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (Roberto Farias), 1970 - Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (Roberto Farias) e o terceiro e último 1972 - Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora (Roberto Farias). Esses seriam os filmes que todo mundo conhece. Iremos falar deles em separado. Porém há uma lista de filmes em que Roberto Carlos atuou que muita gente não conhece.

Filmografia:
1958 - Agüenta O Rojão (Watson Macedo)
1958 - Alegria de Viver (Watson Macedo)
1958 - Minha Sogra é da Policia (Aloísio de Carvalho)
1961 - Esse Rio que Eu Amo (Carlos Hugo Christensen)
1966 - (*) SSS Contra a Jovem Guarda (Luís Sérgio Person)
1968 - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (Roberto Farias)
1970 - Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (Roberto Farias)
1971 - Som Alucinante (Carlos Augusto de Oliveira)
1972 - Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora (Roberto Farias)
1974 - Saravá, Brasil dos Mil Espíritos (Miguel Schneider)
2007 - Person (Marina Person)

Alguns já passearam pela intenet para downloads, pois no final da década de 50, começo da década de 60, a Hollywood brasileira dava sinais de um promissor início de produção em massa. Roberto faz participação especial em boa parte deles. 

Como diria um amigo meu: Ah, o Ritmo de Aventura é uma bagunça! Mas uma bagunça gostosa de se assistir. O filme já começa com uma perseguição de carro onde Roberto é perseguido por bandidos, que na realidade estão atrás dele, Roberto. A perseguição termina no Cristo Redentor, símbolo do Rio de Janeiro, do Brasil, enfim, todo mundo conhece. Roberto discute com o diretor, que é interpretado por Reginaldo Faria e volta a perseguição. A fórmula do filme é, bandidos atrapalhados que sempre perdem o Roberto de vista. No elenco temos José Lewgoy, que se queixa de sempre fazer o vilão, aqui no caso ele é Pierre. Roberto para escapar dos bandidos usa de tudo quanto é meio de locomoção: carro, helicóptero, tanque de guerra até foguete. Há uma cena de Roberto que pode ser entendida como um clipe em que ele passeia de carro conversível em Nova York, a partir dessa época, Roberto jamais poderia passear assim tão tranquilamente em público. O filme também mostra um pouco de Roberto na intimidade em cenas em que ele está pescando, respondendo as cartas de fãs, provavelmente em seu próprio apartamento na rua Albuquerque Lins onde viveu de 1965 a 1968. Além disso, mostra Roberto compondo, cena a qual eu me identifiquei imediatamente, pois sempre compus exatamente igual, com o violão e fazendo as anotações em uma folha de papel apoiada no tampo do violão. Assistindo uma vez com um amigo, recordo que ele falou algo como: Mas o RC7 era bom mesmo. Mal eles chegam e ligam os instrumentos, já começam a tocar a música... Isso por conta de Roberto dizer: Wanderley, me dá um som  de cravo aí! E Wanderley, membro da banda real, já manda a introdução de E Por Isso Estou Aqui. 

O filme ainda tem a famosa cena do telhado, o que alguns chamam como o Rooftop Concert do Roberto cantando Quando, uma alusão ao Rooftop Concert dos Beatles em 1970. Levando se em condideração que os Beatles tocaram no telhado da Apple na Savile Row em 1970 para o filme Let it Be, Roberto tinha feito em 1967, porém antes dos Beatles. Seria uma coincidência ou o nosso rei tinha realmente inspirado os Beatles? 


No filme ainda tem apresentação de aviões com a esquadrilha da fumaça, Roberto fazendo o voo de helicóptero, enfim. Um filme muito legal de se ver. Mais de uma vez ainda...Sobre a trilha sonora, quase todas as músicas do disco estão no filme. Um filme obrigatório para quem gosta e para quem não gosta de Roberto Carlos, pois retrata uma época, um comportamento, moda, um documento em forma de filme de como era bom os anos 60.

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O disco de 1974


Despedida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Quero ver você de perto (Benito di Paula)
O portão (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Ternura Antiga (J. Ribamar e Dolores Duran)
Você (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Eu quero apenas (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Jogo de Damas (Isolda e Milton Carlos)
Resumo (Mario Marcos e Eunice Barbosa)
A deusa da minha rua (Newton Teixeira e Jorge Faraj)
A estação (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Eu me recordo (Yo te recuerdo) (Armando Manzanero e Roberto Carlos)

Despedida (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Sobre Jimmy Wisner me bateu uma dúvida. Lendo a revista Caros Amigos de Agosto de 2009 onde é lembrado 20 anos sem Raul Seixas, vi uma coisa semelhante. A primeira esposa de Raul chama-se Edith Wisner. Algum parentesco? Bom, ironicamente, o disco abre com uma faixa que se chama Despedida. Outro tipo de situação aqui. Agora, Roberto não lamenta quem foi, pois é ele que está indo. Os arranjos em tônica, sétima maior e sétima, ou sexta, predominam em boa parte desse disco. Podemos até dizer que seria uma das marcas registradas do Roberto, pois na mesma linha ainda teremos nesse disco, O portão, Resumo, mais tarde nos anos 80, Amante a Moda Antiga, nos anos 90, Hoje é domingo e por aí vai.

 Quero ver você de perto (Benito di Paula)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Essa é curiosa, principalmente para quem está começando a tocar violão, tem um Dó sustenido menor com sétima e quinta diminuta que em cifra o bicho se escreve assim C#m7(b5), que apavora quem pegar a cifra na internet. Antigamente revistinhas com cifras eram vendidas nas bancas de jornal, até hoje elas existem, mas estão em extinção. Bom, destaque para a letra curta porém bela de Benito di Paula, que gravou muita coisa. Benito é um excelente compositor, intérprete e assim, eu sou fã dele também, aquele samba paulista, carregadão no piano é uma marca registrada do Benito o magnífico Uday Veloso. Na ficha técnica do disco não há quem tocou o quê, a única coisa que eu sei é que o grande Paulo César Barros, do Renato e seus blue caps, foi quem gravou os baixos dos discos do Roberto até 1981.

O portão (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Aqui Roberto e Erasmo contam a história de uma pessoa que retornou e o primeiro encontro é com o seu cão abanando o rabo no portão. No programa Em Nome do Amor em 1996 do Silvio Santos, Roberto canta um pedacinho do início da música (...meu cachorro me sorriu latindo...). O dono do baú, brinca dizendo: O único cachorro que ri é o dele. E Roberto retruca e diz: Não... todos eles sorriem. Nos últimos shows em São Paulo, Roberto falou sobre o cachorro da música, o Axaxá. 
No disco italiano de 78, Cavalcata, é interessante ver essa e mais músicas sem o eco predominante nos instrumentos.

Ternura Antiga (J. Ribamar e Dolores Duran)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Uma canção que fala de um amor que já se foi, porém a saudade, o vento frio, a distância amiga, vontade de chorar e o  desencanto de que a pessoa volte, tornam-se uma ternura antiga. Agora, para mim, distância amiga, é quando a pessoa era um inferno na vida da gente.


Você (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Mais uma canção de Roberto e Erasmo que fala de saudade, perda, falta que a pessoa amada faz. O piano nesse disco inteiro está impecável. A banda toda aliás.

É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Não há créditos para os arranjos.
Embora o pianão no começo, os acordes do piano, dão um clima todo especial na música. Regravada pelos Titãs, ela ganhou um formato acústico, bem próximo do arranjo que o Roberto gravou em seu disco acústico em 2001. No show do Pacaembu, (no qual eu estava), Roberto brinca no começo dos versos “ Quem espera que a vida, seja feita de ilusão... uma pausa e o rei diz: Tá frito...” e prossegue a letra. Letra que foi alterada no passar dos anos. A parte “ se o bem e o mal existem, passou a ser: se o bem e o bem existem” Mas em um vídeo do You tube, já há registros que em show Roberto já canta “se o bem e o mal existem”. Roberto andou alterando mais algumas letras, de uns tempos para cá. A música Custe o que custar, no verso: “ Será meu Deus enfim,  que eu não tenho paz”, virou, “Somente em Deus enfim, é que eu encontro a paz”  Em Além do horizonte na parte : “ se você não vem comigo, tudo isso existe lá”, deu lugar a, “porque você vem comigo...” É preciso saber viver, muito antes de 1974, já havia sido cantada por Roberto, Erasmo e Wanderléa no final do filme Roberto Carlos e o diamante cor de rosa em 1969. No refrão, Roberto faz um ovedub (canta consigo mesmo).

Eu quero apenas (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Uma letra que caiu em discussão em uma comunidade do Orkut certa vez se ela era política ou não. Em tempos de censura, Roberto e Erasmo podiam falar em protesto porém de uma forma que a censura não se tocava. As expressões  “quintal sem muro, dividir o que eu pescar, quero meu filho pisando firme”. Uma bela música que foi assassinada no especial da globo pelo casting da emissora em 1992.

Jogo de Damas (Isolda e Milton Carlos)
Arranjo de Jimmie Haskell.
Revendo meus guardados, são tantos, bicho, achei um jornal do Fã Clube Um Milhão de amigos do RJ, o maior fã clube do rei. Na realidade, a canção é da Isolda e seu irmão, Milton Carlos. A primeira vez que Roberto gravou uma música dos irmãos tinha sido um ano antes em 1973, Amigos, amigos. Isolda diz em entrevista ao fã clube que, Jogo de Damas, foi uma experiência pessoal do irmão  Milton, falecido em 1976. Isolda e Milton mandaram Amigos, Amigos para Roberto pelo Eduardo Araújo com quem gravavam uns vocais em 1973. Isolda é a compositora de Outra Vez de 1977.


Resumo (Mario Marcos e Eunice Barbosa)
Arranjo de Jimmy Wisner. 
Esta canção na realidade é um poema de Eunice Barbosa, mãe dos irmãos Mário Marcos e Antônio Marcos. Mário Marcos musicou o poema. Uma das mais belas músicas do disco que também usa o arranjo em tônica, sétima maior, sexta e tônica.

A deusa da minha rua (Newton Teixeira e Jorge Faraj)
Arranjo de Chiquinho de Moraes.
Bela canção de Newton  Teixeira e Jorge Faraj que endeusa a Deusa da rua. “Ela é tão rica e eu tão pobre, eu sou plebeu  e ela é nobre, não vale a pena sonhar”. A canção começa com um violão, à primeira ouvida, um violão com cordas de nylon, dedilhado, pouco a pouco os instrumentos vão dando um clima todo especial para a canção.

A estação (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de  Jimmy Wisner.
Roberto e Erasmo narram uma despedida em uma estação. Dolorosa “no peito uma saudade antecipava”. Bela canção, belo arranjo. O solo arrepia, os violinos costuram de ponta a ponta...

Eu me recordo (Yo te recuerdo) (Armando Manzanero e Roberto Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Música de Armando Manzanero. Gosto do verso ” eu te recordo, em cada dia, que amanhece... em cada pássaro que voa, em cada tarde que anoitece..”.
Há um vídeo de uma apresentação na Venezuela onde Roberto canta a canção em espanhol, mas durante o solo, o RC7 modificava o andamento da música para jazz.


Considerações Finais:
Na década de 90, não era possível ter acesso a discografia de determinado artista ou banda como nos tempos de hoje, em que um dia, aliás, em algumas horas, (baixa-se) a discografia pela internet. Só para tornar um pouco mais assustador, é um trabalho de anos e anos se considerarmos a composição, gravação, masterização, parte gráfica, horas e horas de estúdio. Lembro que até a década de 90, eu não conhecia esse disco, muitas músicas dele. Então, um amigo robertista me emprestou. Lembro de conhecer as músicas e do impacto que senti ao ouvir todas.
Voltando no tempo...
É o ano do primeiro especial do Roberto na Globo, é o ano em que este que vos escreve nasceu, o ano do trágico incêndio no Joelma no centro de São Paulo, então esse disco é mais do que especial pra mim. E estamos nós no ano de 1974. A capa traz um Roberto com uma camisa jeans, um baita fio de alta tensão segurando o medalhão do Sagrado Coração de Jesus, dado pela irmã Fausta, junto com o medalhão, pingentes representando seus 3 filhos. Na capa Roberto está olhando para algum lugar, mas refletindo, as sobrancelhas franzidas, como se estivesse compenetrado em algo. Na contra capa, uma cara de moleque indefeso. Adoro essa capa, realmente, Armando Canuto arrebentou nessa sessão de fotos, se alguém tiver mais alguma, mande para nós, por favor. O disco tem uma equalização ímpar, um eco no disco todo que o deixa mais pesado, mas não um peso que cansa a cabeça, é um peso que deixa o repertório do disco mais forte.  Esse disco eu tenho, pra variar, 3 edições, um vinilzão da época, um relançado anos depois e em cd. O disco foi gravado no RJ, Nova York e Los Angeles. 


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O disco de 1988


Com a facilidade do cd, acabamos perdendo certos costumes. Hoje em dia, com a facilidade de se baixar um disco pela internet, pior ainda. Muita gente deixa o disco na própria máquina, o que este que vos fala particularmente não é lá muito adepto. Prefiro (fritar) os cds em wave mesmo. Bom, com toda essa parafernália dos (disquinhos mágicos) como dizia uma certa revista, tive uma sensação diferente ao pegar o vinilzão de 88. Ao abrir a capa para colher informações para vocês me fez voltar no tempo.

LADO A
1 - Se Diverte e Já não Pensa em Mim
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo assinado por Charles Calello, a música que abre o disco é totalmente dentro dos padrões RC. A qualidade de som está diferente nesse disco. Roberto gravou a disco com gringos. O som está mais encorpado, os graves estão mais audíveis. Seria esse (para mim) o último disco em que o Roberto usa baterista de verdade. A partir do disco de 89 nota-se a tecnologia com os processadores. A primeira vez que ouvi a canção, salvo engano, foi numa fita pirata. A letra é linda e comenta da vida a dois e particularmente da outra pessoa que não tem tempo para nada quase. Na parte, (usa o fax e o telex), em tempos de hoje seu sobrinho pode perguntar o que é fax e telex. Em tempos de hoje como seria? (Usa o skype e o orkut, mais o MSN, facebook)... No especial de fim de ano a gloriosa Luiza Brunet encheu nossas telas com a sua beleza vivendo o papel de uma mulher de negócios. O clipe mostra Robertão gravando com sua habitual roupa, coletão jeans claro, camiseta e calça jeans. Sobre a roupa, Roberto disse em entrevista a revista Caras em 94: Gosto muito de jeans, azul e branco. Pior é quando dizem que eu estou sempre com a mesma roupa (risos). A letra também acompanha a mudança da sociedade de uma certa forma. No disco de 1973 em Rotina, a mulher era retratada em casa, enquanto o marido saía para trabalhar, os dois pensavam um no outro durante o dia inteiro, etc. Na letra desta canção de 1988 a mulher saía para trabalhar, cheia dos afazeres, ou seja, as canções da dupla Roberto e Erasmo sempre acompanharam as mutações da sociedade.

2 - Todo Mundo é Alguém
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de base: Robbie Buchanan. Arranjo de Cordas: Eduardo Lages
A música para o povão. A letra critica de forma sutil a cambada de magnatas que vive no mundo. Diz que não importa a cor e que tudo o que ele (homem) quer é o respeito por sua luta. Letra atualíssima por sinal. De uma certa forma, fala para que a gente (trabalhadores) não encolhamos nossos ombros. Como diz a letra (dentro de um castelo ou de um barraco, ele é alguém, com o que tem). O tipo de letra que te prende e te faz refletir. Robertão e Erasmão são ótimos nisso. Bons tempos em que tínhamos letras cm conteúdo. Na execução da música no especial de 88, alternam-se imagens entre ao vivo e imagens do povão indo ao trabalho. No final da música há uma bateria de escola de samba com um coral maravilhoso. A guitarra do começo tem um chorus gostoso de se ouvir. Dean Parks destrói no solo, diga-se de passagem.

3 - Se Você Disser Que Não Me Ama
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Charles Calello
Um bolero que reforça a diversidade de ritmos da dupla de compositores. A letra é daquele tipo de situação, (Ah, diz que não me ama, vai, quero ver) rs. No clipe veiculado no especial, Roberto está como crooner (no tempo da boate Plaza na deveria ter o mesmo glamour), a banda atrás um ou outro músico com a gravata torta, mas não vem ao caso. Roberto com aquele microfone antigo. Isabella Garcia maravilhosa, dança ao som o Robertão. Nos braços de outro. Os dois ficam se comendo com os olhos, até que no final da música, Roberto após pegar o cachê, encontra com Isabella e os dois dançam. Isabella recita a letra da canção.

4 - Como As Ondas Do Mar
Marcos Valle/ Carlos Colla – Arranjo: Charles Calello
Maravilhosa música que acrescenta ao cardápio de estilos que é esse disco de 88. A letra fala de uma situação em que compara-se as ondas do mar, o (tudo vem, tudo vai). Diz a letra, (com você aprendi que o que dá pra sorrir, também dá pra chorar). Fala do amor verdadeiro, aquele que ficou lá para trás. Saudosismo é marca registrada também na carreira de Roberto. Já chorei muito ouvindo isso. No especial da Globo, Roberto é um papai Noel de shopping e vê a amada de mãos dadas com a filha. A amada é bem estilo anos 80. Mas curioso é que ela não se toca nem uma vez que o papai Noel é o Roberto. Ao final, Roberto, puto da vida tira o disfarce de Papai Noel e manda tudo para o inferno. 

5 – Se o Amor Se Vai
(Roberto Livi/Bebu Silvetti/Roberto Carlos/ Carlos Colla)
Arranjo de base: Bebu Silvetti / Arranjo de cordas: Eduardo Lages
Ganhadora do Grammy, curiosamente ela foi apresentada no ano seguinte em especial, com Roberto cantando ao vivo no especial do disco Amazônia. A letra comenta que se fosse a inexistência do amor (sentimento), um monte de coisas ia para o ralo. O bilhete, flores, sonhos, fantasias e reforça que (pobres namorados, choram separados por razões banais).



6 – Papo de Esquina
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Participação muito especial: Erasmo Carlos.
Arranjos: Charles Calello
A música é um country, bem mais fiel do que alguns countries que andaram aparecendo recentemente. A letra é uma conversa de dois amigos que falam de suas respectivas descobertas mulherísticas. Ou seja, dois amigos falando sobre suas respectivas presas. Agora, o que eu torci o nariz desde a primeira vez que ouvi foi o (toda razão dessa felicidade é uma gata chocante que eu conheci na cidade). Essa gíria não desce até hoje, rs. Nessa época, na Globo ainda tinha o programa Globo de Ouro. Roberto e Erasmo eram presença garantida com essa música. Quem apresentava o programa e os convidados era Miryam Rios.

7 – Eu sem Você
(Mauro Motta/Carlos Colla)
Arranjo: Charles Calello
Uma composição do produtor do disco e do hit maker Carlos Colla. Bela letra falando coisas do tipo, (Ah, é? Fica sem mim que tu vai ver o que é bom pra tosse!). Essa música não entrou no especial da Globo. Mas é a música para se ouvir ao lado da pessoa amada, a meia luz e com um bom vinho.

8 – O Que É Que Eu Faço?
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de Base: Charles Calello. Arranjo de cordas: Eduardo Lages
Samba muito bem feito. Mais uma vez ressalto aqui a diversidade de estilos em um mesmo disco. Essa foi a primeira música do disco que eu ouvi no rádio. Ao final o locutor da Rádio América dizia: Parabéns Roberto, são músicas assim que provam que um rei jamais perde a majestade. A letra fala de suposições: (se você de repente me achar, no seu caminho; na sua porta; na sua cama, etc).

9 – Toda Vã Filosofia
(Guilherme Arantes)
Arranjo: Charles Calello
O rei grava uma música de Guilherme Arantes, excelente compositor. Não sei porque, mas adoro essa canção que ouvia sempre antes de ir para a escola a tarde. Fala do amor como o centro de tudo. Principalmente no trecho (Mas hoje eu sei, que só através do amor o homem pode se encontrar com a perfeição dos sábios).

10 – Volver
(Carlos Gardel/ Alfredo Lepera)
Arranjo: Bebu Silvetti
Tango fiel as raízes. No clipe do especial, Roberto aparece cantando com um efeito de fumaça atrás dele, vestido com um terno, detalhe para as mangas arregaçadas. Excelente canção. Outra para se ouvir com vinho do lado.

Considerações Finais
O disco é um trabalho ímpar, totalmente dentro dos padrões RC de qualidade. O time de músicos está perfeito, entrosado e a banda está um relógio. Roberto dá um show de interpretação em todas as letras, gravar com sentimento é algo que ele entende bem.
O álbum foi gravado nos estúdios Cherokee, Record Plant, A&M Records, Sigma Sound e Sigla (RJ).


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Revista Programa do Show Emoções - parte 2

 




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