Portal Clube do Rei - Esse Portal é Papo Firme!



Como falei em algumas postagens anteriores, o fato de ser fã do Roberto é algo que não temos muito controle. Na internet em especial, podemos ter contato com outros fãs, ver suas coleções, trocar informações, informações que muitas vezes ficamos nos questionando durante anos. Bom, em 2006 acessei o Portal Clube do Rei Roberto Carlos. Cadastrei-me, entrei e fiquei pasmo com a infinidade de informações que tinha ali. Não só informações mas como também fotos, agenda, toda a discografia nacional e internacional ali relacionadas, fotos de revistas, fotos de shows, vídeos, muitos vídeos e logo na primeira página as notícias de tudo o que acontece no mundo Robertístico.
O Clube do Rei existe desde 2001. Conforme as palavras do administrador, presidente e amigo Carlyle Zamith “Era um site sem solicitação de cadastro e interatividade dos usuários. A partir de 2003 tomou forma de Portal com cadastro de usuarios e participação ativa de todos os membros. Portanto, o Clube do Rei existe desde 2001.”
No Portal no link Quem Somos está escrito:
“No princípio éramos apenas um grupo de amigos virtuais com algo em comum: admiraçăo pelo maior cantor e compositor brasileiro de todos os tempos.
E aí muitos frutos foram colhidos: muitas histórias foram descobertas, muitas músicas esquecidas no tempo reveladas, muitas lembranças remotas de nossa infância e juventude relembradas. Porque discutir Roberto Carlos significa discutir momentos inesquecíveis a qualquer brasileiro nascido nos últimos 45 anos.
E daí surgiu um sonho: como resgatar todo estes tesouros cultivados por admiradores anônimos há várias décadas, guardado em cada cantinho de nossas casas, em nossas lembranças, e dividi-lo com quem queira compartilha-lo? Como transmitir para novas geraçőes esta liçăo de vida que corria o risco de ficar esquecida no tempo?
E aí nos propusemos a um grande desafio: resgatar esta grandiosa obra e apresenta-la para ser apreciada, seguida e admirada năo só pelo nosso grupo de amigos, mas por todos os brasileiros, ou melhor, por todos os cidadăos do mundo. Porque suas mensagens de amor já há muito transcenderam fronteiras.
Quanto maiores as nossas dificuldades em simplesmente organizar tăo vastas informaçőes: biografia, discografia nacional e internacional, centenas de composiçőes, reportagens, depoimentos, notícias, filmografia, shows, premiaçőes, torna-se maior a nossa admiraçăo pelo tamanho e qualidade da obra. A cada dia que passa uma nova descoberta e um novo encantamento.”
Há tempos  quero falar do Portal aqui no blog. Acesse, cadastre-se, divulgue. É um trabalho feito com muito amor, muita dedicação, muito respeito e tudo para divulgar cada vez mais a obra de Roberto Carlos. 
O endereço do site
www.clubedorei.com.br

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Especial de 2013 - 40 anos juntos - dia 25 de dezembro



Pois é. Mais um ano juntos. Aliás, 40 anos juntos. Esse é o tema do próximo especial de fim de ano de Roberto na TV Globo que vai ao ar no dia 25 de dezembro depois da novela “Amor à Vida”. As gravações ocorreram no último sábado. Muitos sites por aí acabam fazendo um texto falando tudo que vai acontecer, o que eu particularmente não curto muito, gosto da surpresa. Alguns dos convidados desse ano são Anitta, Lulu Santos, Erasmo Carlos, Tiago Abravanel entre outros. As opiniões se divergem em redes sociais sobre os convidados. Eu na minha condição de fã, Roberto apareceu na TV eu corro pra assistir.
Então não perca, é dia 25 de dezembro depois da Novela "Amor à Vida". 

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O DISCO DE 1973




Lado A
A cigana (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) ***
Atitudes (Getulio Cortes) ***
Proposta (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) **
Amigos, amigos (Isolda/Milton Carlos) ***
O moço velho (Sylvio César) *
Lado B
Palavras (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) **
El dia que me quieras (Carlos Gardel/Alfredo La Pêra) **
Não adianta nada (Fred Jorge) ***
O homem (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) ***
Rotina (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) *

Chiquinho de Moraes *
Jimmy Wisner **
Jimmy Haskel ***

Fotos Armando Canuto.

Lado A
A cigana (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) ***
Arranjo Jimmy Haskel
O disco abre com essa canção que fala de uma cigana que se aproximou e depois desapareceu na distância. É uma música em que o arranjo vai mudando, é crescente, o andamento vai tomando forma e de repente volta ao jeito que é no início. O final da canção é apoteótico. Semelhante à uma música típica Russa. Infelizmente, nesse disco não teremos os devidos créditos aos músicos, como por exemplo, continuaremos sem saber quem foi o (mago) que executou as linhas de violino com tanta maestria.

Atitudes (Getulio Cortes) ***
Arranjos Jimmy Haskel
Getulio Cortes, o mesmo autor de Negro Gato e O sósia, e que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente, aparece nesse Roberto Carlos´73 com uma composição bem madura. Destaque para a bateria, que não apenas acompanha, mas também cria viradas espetaculares e para o naipe de metais no solo. Os recursos de letra, (na vidraça eu vi você se afastar) voltariam na letra de outro compositor em 1979, Abandono de Ivor Lancelloti.

Proposta (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) **
Arranjo de Jimmy Wisner
Particularmente não é um dos arranjos que eu mais gosto. É uma canção que quando começa, talvez por ter escutado-a tanto, é uma música cujo arranjo não me agrada. A letra é o começo da fase sensual na carreira de Roberto. Gosto mais da versão do disco Ao vivo de 1988. Mas é a primeira vez que Roberto avança em um tema ousado, o sexo.
                                            
Amigos, amigos (Isolda/Milton Carlos) ***
Arranjo Jimmy Haskel
Canção dos irmãos Isolda e Milton Carlos. Na realidade essa foi a primeira música deles a ser gravada por Roberto. A letra é uma situação em que tudo o que foi vivido foi pro ralo e a pessoa amada insiste que sejam, Amigos. Mulher quando vem com esse papinho de amigo, dá vontade de mandar pro Inferno.


O moço velho (Sylvio César) *
Arranjo Chiquinho de Moraes.
A canção nasceu de uma conversa de Roberto com o autor da canção. A idéia de que o tempo é relativo, para algumas pessoas o tempo é amigo, para outras, inimigo, tem muito moço velho e muito velho moço. Roberto disse a Sylvio para fazer uma música com essa idéia. Uma das canções mais belas que eu já ouvi.


Lado B

Palavras (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) **
Arranjo de Jimmy Wisner
Eu gosto muito do refrão “ eu fiz daquele amor, o meu sonho maior, minha razão de tudo...”. Trata-se de quando a gente vê que a coisa está indo pro ralo e não entende, não quer aceitar... O nome da canção é Palavras. E na letra diz: “não vá me dizer, palavras que venham, me fazer chorar depois”, para mim, trata do poder das palavras, elas têm um peso descomunal.

El dia que me quieras (Carlos Gardel/Alfredo La Pêra) **
Arranjo Jimmy Wisner
Nesse ano de 1973, Roberto faria uma temporada na Argentina, ele já era um grande vendedor de discos lá. Reza a lenda, que no último ensaio Roberto, sentado no palco, pegou o violão e chamou Chiquinho de Moraes, dizendo que precisava cantar algo para homenagear os argentinos. Cantou 3 músicas, das quais foi escolhida esse clássico de Gardel. Detalhe é que nesse disco, a edição brasileira traz apenas o nome de Roberto, na Argentina, o disco vem com o nome da música na capa. Agora, a interpretação de Roberto é algo singular, por isso, quando escuto, uma canção que foi gravada por ele, cantada por outros artistas, demoro a aceitar. Por essas e outras que não dá pra engolir a versão do Luis Miguel até hoje.

Não adianta nada (Fred Jorge) ***
Arranjo de Jimmy Haskel
Essa é uma obra prima. Sempre gostei de barulho, portanto, quando ouvi essa música pela primeira vez, tardiamente, pois sou de 1974, me identifiquei logo de cara. A expressão “porque mais cedo ou mais tarde você vai cair aqui na minha mão”. Sempre gostei da voz do Roberto agressiva, cantando coisas romanticamente agressivas. Como em Nada vai me convencer de Paulo César Barros.

O Homem (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) ***
Arranjo de Jimmy Haskel
Roberto e Erasmo em mais uma música que falam de Jesus Cristo. Porém, sem citar o nome de Jesus. Uma letra que fala que Ele plantou um monte de coisas boas e que Ele voltará “para colher o que de bom plantou e chorar pela semente que morreu”, porém “ainda há tempo de plantar, fazer dentro de si a flor do bem, crescer, pra Lhe entregar, quando Ele aqui chegar...”. Magnífico arranjo em que os violinos (costuram a música) e no final, guitarra e bateria dão um show à parte. Canção revisitada no especial da Globo de 2012 em dueto com Arlindo Cruz. O refrão ganhou até um arranjo ziriguidum, balacobaco e telecoteco.


Rotina (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) *
Arranjo Chiquinho de Moraes
Rotina para mim é a música que melhor ilustra o começar de um dia de um casal. Nada foi esquecido nessa letra. Importante ressaltar, como foi dito por Roberto e Erasmo no especial do Roberto de 1998, muitas vezes eles compõem no esquema (cineminha). Como um filme que vai passando, eles criam o cenário em que se desenvolve o tema. Em Rotina, é como a letra da canção nos transporta para o cenário descrito na música. Nessa canção mostra um tempo não distante, porém diferente da sociedade, o tempo em que o homem saía para trabalhar e a mulher ficava em casa, ia tomar um banho, esconder (aquilo tudo em um vestido), ou seja, a mulher era estritamente do lar. Bem diferente de hoje que a revolução feminina tomou conta do mundo. A canção “Se Diverte e Já Não Pensa Em Mim” retrata bem essa mudança dos tempos. Em muitos casais, a mulher assume o papel de chefe de família e o homem cuida das crianças, faz pão, limpeza, mercado e assistem a programa de receitas. Estilo de vida experimentado por John Lennon e Yoko Ono, numa fase em que John tinha parado de gravar, o filho do casal, Sean Lennon tinha nascido e Yoko “tomou conta dos negócios”.
Essa música foi citada por Silvio Santos no programa Em nome do amor, quando Roberto fez uma aparição mais do que especial para receber 3 troféus imprensa que tinha ganho. Silvio abusou da presença mais do que especial do amigo e fez uma entrevista sem cair nas perguntas costumeiras de jornalistas  da Rede Globo de televisão. Silvio perguntou a Roberto se alguma música de sua autoria ou que ele interpreta o fazia chorar. Roberto disse que de fato, havia sim algumas músicas que o fazem chegar ás lágrimas. Silvio foi mais além perguntando se Rotina o fazia chorar, Roberto disse: “Essa não me faz chorar não.” Esse programa foi um marco na carreira de Roberto, talvez muita gente não dê a devida importância, mas foi  um programa e tanto.

Considerações Finais
Assim como os discos da década de 70, a banda está bem em evidência. Antes da tecladeira tomar conta nos anos 80 em diante. Bateria com som de bateria, baixo com som de baixo e o perfeito casamento de metais, violinos, ou seja, o casamento orquestra e banda. É um disco lindo. Esse disco caiu em minhas mãos pela primeira vez por intermédio dos meus padrinhos. Eu sempre fui louco por discos. Gosto de colocar o disco na vitrola, olhar capa, contra capa, se tiver ler a ficha técnica, coisa que a era mp3 acabou tirando dos amantes da música. De certa forma me dá dó quando às vezes vejo em uma casa, de amigo ou parente, um disco esquecido na estante e geralmente eu sei quando ninguém da casa o escuta, ou melhor, nem lembra que tem o disco. Por esse motivo, seria eu um... salva vidas de discos importantes, porém esquecidos na estante. Na casa da minha madrinha não foi muito diferente. Havia dois discos lá pelo que eu me lembre o de 73 e o de 71. Aí pedi emprestado para o meu padrinho, já maquinando em minha cabeça que como eles não ligavam a mínima, me desse o disco de uma vez. Logo de cara ele negou, qualquer coisa tudo bem, pois aquelas canções eu já tinha gravado em uma fita k7 (pirataria da idade da pedra). Um parêntese, a primeira pirataria mesmo era encostar o gravador tijolão no auto falante da TV para gravar música, fiz muito isso. Bom, meu padrinho negou, mas logo em seguida falou um sonoro: “Ah, pega pra você”. Aproveitei e trouxe mais dois do Chico Anysio, dois do Juca Chaves e acho que foi só.
Em outra tia, resgatei do mesmo jeito, pedindo com cara de pidão, os discos de 81, o meu já estava velhinho, 77 eu não tinha e 72 que eu também não tinha. Vinil para mim nunca é demais, além de ter os relançamentos, (todos os discos do Roberto constantemente foram relançados, ou seja as (re prensagens) em vinil, gosto de ter o vinil da época também. Caso alguém queira se desfazer de um ou outro vinil, eu aceito doações. Lembrando a frase que vinha, geralmente nas contra capas de disco: Disco é Cultura.
As fotos de Armando Canuto estão como sempre impecáveis, luz, Roberto de perfil, com o inseparável microfone, cachimbo... aliás, esse disco traz mais fotos que as habituais duas na época: uma na capa e outra na contra capa. Também fumei cachimbo por causa do Roberto, claro, e não sosseguei enquanto não achei uma pulseira semelhante. A pulseira de Roberto foi dada pelo produtor Evandro Ribeiro no começo da carreira.



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Roberto Carlos e sua carreira internacional - Parte 1 (Músicas)



Que Roberto Carlos tem um público enorme a gente já sabe. Que ele tem uma maravilhosa carreira artística construída com muito suor, amor, carinho e dedicação desde (peguemos como início da carreira) a sua participação nos Sputiniks, bem, falando da carreira artística, a gente já sabe. Roberto Carlos tem, pelo menos um tema, uma canção que fala exatamente de um período ou uma situação de cada pessoa, o famoso bordão: Roberto fez essa para mim! Quando Roberto cantou em “Detalhes”: “... Você vai lembrar de mim”, estava certíssimo.
Além de tudo isso ele atuou em filmes, os especiais da Rede Globo, as aparições em programas como o Domingão do Faustão, Jô Soares, nos anos 70 no Flávio Cavalcanti, mais recentemente na MTV, nas rádios sempre tem um programa com suas canções. Então, Roberto Carlos é um artista que mesmo quem não gosta, o conhece.

Agora, muitos fãs brasileiros, que tem todos os discos lançados por aqui, não imaginam, ou não sabem é que Roberto tem gravações em espanhol, italiano, francês e inglês. Vamos tentar falar um pouco por vez, pois não dá pra falar tudo em uma única postagem. Hoje vamos falar apenas de algumas músicas gravadas em espanhol desconhecidas do grande público brasileiro. 
Em espanhol, pelo menos para cada disco de sua discografia, no ano seguinte sairia um disco em espanhol até 1993. Algumas músicas como “Quero Paz” na versão em espanhol, apresenta uma diferença na mixagem (volume e equalização da música, graves, médios e agudos). Na versão em espanhol, é possível ouvir um naipe de metais que não se ouve no disco brasileiro. Além disso, existem canções que foram lançadas somente nesses discos. Sendo assim, existem músicas que não conhecíamos por aqui. O mercado latino para Roberto Carlos é muito forte. 

Na década de 90, algumas músicas me tirariam o sono e o sossego.
Um belo dia ouvi falar em “L´Utima Cosa”. A canção era o lado B do compacto Canzone Per Te. Porém quando a ouvi pela primeira vez, minha reação foi algo como: Uau, isso eu não conheço! Até descobrir de que disco ela vinha foi duro. Não tinha internet. Pois ela não foi lançada em nenhum LP da carreira de Roberto. Pelo menos nenhum dos que eu conheça.
Em fita cassete que um amigo me emprestou, uma bela música me chamou atenção, era “Mis Amores”. A canção tinha saído no disco Volver de 1988. Grande alegria foi quando ela saiu no disco anual no Brasil de 1993. Vale lembrar que do mesmo disco Volver fazem parte do time de músicas (desconhecidas de parte do público brasileiro) as canções “Tristes Momentos” e “Si El Amor Se Va”, esta última apareceria no disco nacional no final do ano de 1988.
Do disco em espanhol de 1981 temos a canção “Me Vuelves Loco”.
Outras canções de outros discos como “Una Casita Blanca”, “Adonde Andarás Paloma” ainda me tirariam o sono. Mas, a gente busca daqui, acha dali e poquito a poco vamos conseguindo essas músicas.
Alguns vídeos estão no You Tube.
As canções lançadas em espanhol, os discos foram lançadas no Box Pra Sempre em espanhol em 2007 em dois volumes. Em italiano e Francês por enquanto só através da internet.

Abre las ventanas

rc na Itália 72


Adonde Andarás Paloma

Quero Paz

Quiero Paz

Indo um pouco mais além, mais do que as músicas que muita gente não conhece, muitas capas de discos são desconhecidas do grande público. Normalmente o LP em espanhol, vinha com a mesma capa do disco lançado no Brasil. Mas alguns compactos trazem uma capa diferenciada, muitas vezes da mesma sessão de fotos do disco brasileiro. Isso é o grande trunfo para os colecionadores de Roberto Carlos. Mas esse será assunto para uma próxima e breve postagem.
E Deus abençoe a todos!




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