Que Roberto Carlos tem um público enorme a gente já sabe. Que ele tem uma maravilhosa carreira artística construída com muito suor, amor, carinho e dedicação desde (peguemos como início da carreira) a sua participação nos Sputiniks, bem, falando da carreira artística, a gente já sabe. Roberto Carlos tem, pelo menos um tema, uma canção que fala exatamente de um período ou uma situação de cada pessoa, o famoso bordão: Roberto fez essa para mim! Quando Roberto cantou em “Detalhes”: “... Você vai lembrar de mim”, estava certíssimo.
Além de tudo isso ele atuou em filmes, os especiais da Rede Globo, as aparições em programas como o Domingão do Faustão, Jô Soares, nos anos 70 no Flávio Cavalcanti, mais recentemente na MTV, nas rádios sempre tem um programa com suas canções. Então, Roberto Carlos é um artista que mesmo quem não gosta, o conhece.
Agora, muitos fãs brasileiros, que tem todos os discos lançados por aqui, não imaginam, ou não sabem é que Roberto tem gravações em espanhol, italiano, francês e inglês. Vamos tentar falar um pouco por vez, pois não dá pra falar tudo em uma única postagem. Hoje vamos falar apenas de algumas músicas gravadas em espanhol desconhecidas do grande público brasileiro. Em espanhol, pelo menos para cada disco de sua discografia, no ano seguinte sairia um disco em espanhol até 1993. Algumas músicas como “Quero Paz” na versão em espanhol, apresenta uma diferença na mixagem (volume e equalização da música, graves, médios e agudos). Na versão em espanhol, é possível ouvir um naipe de metais que não se ouve no disco brasileiro. Além disso, existem canções que foram lançadas somente nesses discos. Sendo assim, existem músicas que não conhecíamos por aqui. O mercado latino para Roberto Carlos é muito forte.
Na década de 90, algumas músicas me tirariam o sono e o sossego.
Um belo dia ouvi falar em “L´Utima Cosa”. A canção era o lado B do compacto Canzone Per Te. Porém quando a ouvi pela primeira vez, minha reação foi algo como: Uau, isso eu não conheço! Até descobrir de que disco ela vinha foi duro. Não tinha internet. Pois ela não foi lançada em nenhum LP da carreira de Roberto. Pelo menos nenhum dos que eu conheça.
Em fita cassete que um amigo me emprestou, uma bela música me chamou atenção, era “Mis Amores”. A canção tinha saído no disco Volver de 1988. Grande alegria foi quando ela saiu no disco anual no Brasil de 1993. Vale lembrar que do mesmo disco Volver fazem parte do time de músicas (desconhecidas de parte do público brasileiro) as canções “Tristes Momentos” e “Si El Amor Se Va”, esta última apareceria no disco nacional no final do ano de 1988.
Do disco em espanhol de 1981 temos a canção “Me Vuelves Loco”.
Outras canções de outros discos como “Una Casita Blanca”, “Adonde Andarás Paloma” ainda me tirariam o sono. Mas, a gente busca daqui, acha dali e poquito a poco vamos conseguindo essas músicas.
Alguns vídeos estão no You Tube.
As canções lançadas em espanhol, os discos foram lançadas no Box Pra Sempre em espanhol em 2007 em dois volumes. Em italiano e Francês por enquanto só através da internet.
Abre las ventanas
rc na Itália 72
Adonde Andarás Paloma
Quero Paz
Quiero Paz
Indo um pouco mais além, mais do que as músicas que muita gente não conhece, muitas capas de discos são desconhecidas do grande público. Normalmente o LP em espanhol, vinha com a mesma capa do disco lançado no Brasil. Mas alguns compactos trazem uma capa diferenciada, muitas vezes da mesma sessão de fotos do disco brasileiro. Isso é o grande trunfo para os colecionadores de Roberto Carlos. Mas esse será assunto para uma próxima e breve postagem.
A década de 70, a mais marcante para muitos fãs, encerra-se com um disco em grande estilo. Roberto Carlos 1979 apresenta o rei na capa em um plano escuro, uma luz vinda do lado direito e iluminando metade do seu rosto. Nesse disco em especial, podemos notar um grau a mais no eco em sua voz, talvez uma das muitas marcas registradas que deixaram as músicas desse disco marcantes e fixas na cabeça de muita gente. Esse disco é (por enquanto) o único em vinil que eu tenho em espanhol, mas como o Roberto diz em Seres Humanos: Aiiiinda!
Lado A
01.Na paz do seu sorriso (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
02.Abandono (Ivor Lancellotti)
03.O ano passado (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
04.Esta tarde vi llover (Armando Manzanero)
05.Me conte a sua história (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Lado B
01.Desabafo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
02.Voltei ao passado (Mauro Motta e Eduardo Ribeiro)
03.Meu querido, meu velho, meu amigo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
04.Costumes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
05.As vezes Penso (Eduardo Lages e Paulo Sérgio Valle)
Lado A
01. Na paz do seu sorriso (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jack Cortner.
Aqui a dupla Roberto e Erasmo ressalta a paz do sorriso da pessoa amada, a paz em estar com a pessoa, a realização dos sonhos, ver, sentir e estar feliz com o momento em que se vive. Essa música tapa a boca de muita gente que não conhece Roberto Carlos e que falam que suas canções falam apenas de sofrimento, de perda. O que não é verdade. Roberto tem músicas para todas as ocasiões. Essa por exemplo pede um vinho, à meia luz, num final de tarde de sábado e... claro, já ia me esquecendo. Tire o telefone do gancho hehe. Essa música teve uma releitura em inglês no disco de 1981. At peace in your smile
02. Abandono (Ivor Lancellotii)
Arranjo de Al Capps.
Falando em perda, essa música aqui é da famosa linha estilo corta pulso. Porém a letra situa-se em um tempo de espera, almejando uma volta da pessoa amada. Se voltar não me censure / se voltar não faça espanto/ dê um jeito nessa casa... ou seja, o vazio, nada funciona quando não estamos perto de quem amamos. Destaque para o violão bem conduzido, se alguém souber o nome de quem tocou esse violão, eu agradeço.
03. O ano passado (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
O bom e velho Jimmy aparece senhoras e senhores. A letra é uma bela alfinetada ao progresso que, digamos, começava a colocar as manguinhas de fora. Nos versos (as chaminés do progresso não podem parar, silenciosos voadores, quem brinca com a natureza, envenena a própria mesa...) Lembrem-se que a dupla Roberto e Erasmo já tinha falado em progresso, na música homônima em 1976. No lançamento do disco acústico em 2001 no programa do Faustão, o apresentador lembrou que Roberto já falava em ecologia quando isso nem era moda ainda, ou seja, Roberto é um cara à frente do seu tempo. Erasmo em seu show “Cover” antes da canção “Panorama Ecológico” falava que antigamente ninguém entendia quando na década de 70 ele e Roberto falavam de ecologia.
04. Esta Tarde vi llover (Armando Manzanero)
Arranjo de Frank Owens.
Nessa canção, Armando Manzanero relata sobre (Esta tarde) onde se vê a chuva, a noite, os pássaros enamorados e com toda a paisagem, o clima de amor no ar, não se vê a pessoa amada, novamente o vazio que a pessoa deixa em nossas vidas quando parte.
05. Me conte a sua história (Mauricio Duboc e Carlos Colla)
Arranjo de Al Capps.
Na letra dessa canção, a dupla Duboc e Colla falam de uma situação diferente das situações que estamos acostumados a ouvir na voz de Roberto. Seria um amor novo chegando, a fase do conhecimento, geralmente vem depois da fase da conquista. Bom, melhor eu não me aprofundar muito, mas vamos lá. Geralmente queremos saber a história da pessoa que está a um passo de ser promovida a pessoa amada. (Conta pra mim seus desejos/ o sonho escondido que não realizou/ me fala dos seus erros/ do quanto chorou e ninguém percebeu) esta aí uma variação diferente em letra de música. Geralmente quando saímos de um relacionamento e depois de um tempo vamos para outro, vamos meio que (pisando em ovos) com cuidado, pois a gente leva tanta bordoada que se pudéssemos evitar passar a imagem de trauma para a pessoa que chegou agora, seria bom. Mas muitas vezes nem nos damos conta de que a pessoa que está chegando para fazer parte da nossa vida, pode ter vindo de um perrengue daqueles também.
Lado B
01. Desabafo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Al Capps.
Toda vez que escuto essa canção me vem a Angela Maria na cabeça, em virtude do belíssimo dueto que ela fez com o rei em um dos especiais da Globo. Tudo o que é falado na letra é um verdadeiro (jogar na cara) da pessoa amada, quase sempre aquela para quem nós damos o sangue e no fim das contas não faz muita diferença. No show em Viña Del Mar no Chile em 1989, Roberto fala antes da música uma característica muito curiosa. Mudando um pouco o padrão das postagens coloco o vídeo aqui.
02. Voltei ao passado (Mauro Motta e Eduardo Ribeiro)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Motta e Ribeiro falam do tipo de situação em que voltamos ao passado e pensamos no penúltimo relacionamento. Quase sempre é assim: terminou o atual, você volta a pensar no último, sendo que o atual ficou sendo o último, o anterior ficou sendo o penúltimo. É o exemplo claro da recaída. Mas sempre com o pensamento no final. Será que não foi melhor que no fim das contas eu não fui atrás da fulana? Experiência própria meus amiguinhos, eu já fui atrás da penúltima e quando cheguei lá, ela estava noiva, me senti um imbecil, mas deixei um cd com as músicas que eu tinha acabado de gravar, 90% falando dela.
Que coisa não?
03. Meu querido, meu velho, meu amigo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Essa machuca. Depois de Minha Tia 1976, Lady Laura, Roberto homenageia o Sr. Robertino Braga, seu pai. Pouco depois do disco ser lançado, lembro que eu estava numa esquina de uma rua eu com quatro anos e pedia um gibi para o meu pai, devia ser o enterro ou velório do meu avô materno, minha mãe sofreu muito, e por muitos anos, até hoje diz não poder ouvir essa música. De 1990 para cá, eu não posso mais ouvir, pois meu pai faleceu em 1990 em dezembro. Roberto foi fundo nessa letra e colocou nela, tudo o que sentia. Mais uma vez chamo a atenção para mais uma das qualidades do Roberto, a identidade dos seus fãs. Todas as pessoas devem reconhecer que se identifica com alguma canção do Roberto, ele atinge a todas as classes, todas as situações, todas as idades.
04. Costumes (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Arranjo de Jack Cortner.
Segundo fontes Robertísticas muito confiáveis, a separação de Roberto e Nice ocorreu em março de 1978. Está bem claro que essa música fala a respeito da separação.
05. As vezes penso ( Eduardo Lages e Paulo Sergio Valle)
Arranjo de Jimmy Wisner.
Até 1979 não me lembro de alguma composição de Eduardo Lages em um disco do Roberto, porém, se essa for a primeira, já chega com maestria. Belíssimo arranjo de Jimmy Wisner, a canção fala do (pensar) no recomeço, de voltar ao início, (pra fazer as coisas que a gente não fez) e do amor dos que estão em início de relacionamento (dos que amam sem saber, sem poder prometer, se existe um amanhã)... Esse espírito de (o amanhã a Deus pertence), é próprio dos apaixonados em começo de namoro.
Considerações Finais.
O disco fecha a década de 70 com chave de ouro. Lembrando que os anos 70 foram a transição do Roberto da Jovem Guarda para o Roberto romântico e adulto. Mais uma vez ressalto, quando muito fulano por aí fala que Roberto nunca muda, dá vontade de fazer o fulano escutar toda a discografia do rei, pois Roberto é o que mais muda, mais se arrisca. Perfeccionista que é, sempre acerta. Os anos 60 com a Jovem Guarda, o negócio era o rock, o ritmo que timidamente tinha chegado por aqui, meio que simultaneamente.
Nos anos 70, a identificação do público com ele, um público ouvia-o na Jovem Guarda, mas que com os anos, já deviam estar casados, vida em família, do estilo de Quando as Crianças Saírem de Férias. Por isso, Roberto é contemporâneo, ao mesmo tempo atemporal e a frente do seu tempo.
Esse disco vem com a equalização perfeita, uma perfeição que ele já vinha buscando de disco em disco. No que podemos falar da prensagem da gravadora, os discos de 77 várias cópias que eu peguei, soam meio que abafadas. Os de 78 estão melhores. Os de 79 e de 80 estão chegando na melhor sonoridade que eu já ouvi que são os discos do ano de 1981,
Tente viver sem mim (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti)
Aquela casa simples (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Eu quero voltar pra você (Eduardo Lages/Paulo Sergio Valle)
Lado A
Apocalipse (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos – base: Cleberson Horsth/ cordas: Charlie Calello
Roberto abre o disco com um alerta. A canção tem uma base forte, guitarras bem marcadas, um solo poderoso. Roberto e Erasmo voltam em um tema que de uma certa forma já tinham falado nos versos “o vento irá soprar, e o chão vai se abrir...” em Eu só tenho um caminho de 1971. O especial do ano de 1986, foi um especial que particularmenteeu não assisti, sei lá por qual motivo, mas acho que é porque na época minha TV não pegava a Globo. Hoje tenho o especial aqui, mas preciso assistir de novo. Também não tive o disco logo de cara, porém, eu esperava tocar Apocalipse no rádio, na época não tínhamos o (boom) das fms, o jeito era esperar as Am´s mesmo. O tema é atual até os dias de hoje, estamos vivendo esse apocalipse todo. Até Michel Teló esteve no especial de 2012. Quer mais prova de fim de mundo que essa?
Do fundo do meu coração (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos: base: Cleberson Horsth/ cordas: Charlie Calello
No show do Maracanã, essa música é revisitada. No comentário, ainda na introdução da canção, Roberto fala que queria, em toda sua vida, ter escrito canções de amor, um amor bem sucedido, mas fala que “a vida não é bem assim né?” o rei diz que emcertos momentos a bronca é muito grande e ainda diz “a coisa tava... braba”. Uma das maiores e melhores canções de amor de todos os tempos. A letra é uma obra-prima. Fala daquele amor estilo Bungee jumping, vai e volta.
Arranjos – base: Lincoln Olivetti/ cordas: Charlie Calello
Falando em amor bem sucedido, esta é uma canção da dupla Sullivan e Massadas que reflete bem o amor bem sucedido. Roberto a canta em seus shows hoje, canta com uma emoção que parece estar sendo cantada para Maria Rita. Os versos: “fecho os olhos pra não ver passar o tempo/eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar/sem seu olhar pra me entender/sem seu carinho amor sem você...” No verso “até quando te querendo te amando” Roberto diz: “até sempre” e prossegue a letra: “coração quer te encontrar...”. Essa música foi regravada pela loiríssima, poderosa, Claudia Leite. Na última edição da Virada Cultural em São Paulo, Michael Sullivan tocou essa em pleno Largo do Arouche.
Quando vi você passar (Mauro Motta/Isolda)
Arranjos – base: Cleberson Horsth/ cordas: Chiquinho de Moraes
Bela canção da dupla Isolda e Mauro Motta. A letra fala de quando vemos a pessoa, que ao que parece já não está mais com a gente, passar por nós. Nesse tipo de situação, tudo volta na lembrança, tudo é revisitado e almejamos um desejo de (tentar) de novo.
Eu sem você (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Arranjo – base: Lincoln Olivetti/ cordas: Eduardo Lages
No geral, esse disco soa um pouco mais digital, é o início de uma nova era nos discos de Roberto, a tecladeira começa a tomar conta. Tudo clean (limpinho) demais. Um passo rumo à tecnologia, pois em 1986, esse disco do rei, supera qualquer lançamento de um artista nacional, por isso que eu sempre digo: Roberto Carlos, sempre esteve e sempre estará um passo a frente de todo mundo. O nome da canção é o mesmo nome de uma canção do disco de 1988.
Lado B
Nega (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos – base: Lincoln Olivetti/ cordas: Marcio Montarroyos
No ano de 1986 Roberto foi tema do enredo da Escola de Samba Unidos do Cabuçu. O rei curtiu tanto que naquele ano ele com Erasmo Carlos fariam o samba com o título Nega. É um samba gostoso e não há quem fique parado na hora do solo de metais. No show do Chile de 1994, do qual circula um dvd por aí, no solo de Piel Canela (Nega em versão espanhola), o público vibra com o solo do trio saxofonista real. Quando sou questionado sobre samba, digo que gosto de Benito di Paula e dos sambas gravados por Roberto. Maria, carnaval e cinzas, Nega, O que é que eu faço, Só você não sabe e Vê se volta pra mim. Esta última de 1998, foi a principio mal recebida, pois todo mundo questionou: Roberto agora gravou um pagode? Mas é um pagode legal, eu que sou avesso à pagode gostei por se tratar de um pagode do Roberto. Em tempo: Roberto ainda é o cara que arrisca, que ousa, em 2012 ele gravou o funk “Furdúncio”.
O nosso amor (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos – base: Nico Resende/ cordas: Charlie Calello
Novamente a tecladeira dá as caras no disco. Uma letra que fala da incompatibilidade de gênios. “Tínhamos sonhos tão possíveis, no amor os mesmos pensamentos, mas gênios tão incompatíveis, jogaram fora bons momentos...”. Realmente viver uma situação dessas, desgasta qualquer um.
Tente viver sem mim (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti)
Arranjos – base: Nico Resende/ cordas: Charlie Calello
Tente viver sem mim é uma letra bem no estilo: tá reclamando, se vira sozinha então. Um tom meio sádico é usado por Roberto ao cantar a canção. E reflete bem o que vivemos, realmente quando passamos por uma dessas, quase falamos:”pago pra ver, você viver sem mim”.
Aquela casa simples – base e cordas: Chiquinho de Moraes
Arranjos – base e cordas: Chiquinho de Moraes
Uma música auto biográfica que traz recordações ao nosso rei. Há pessoas que devem se debulhar em lágrimas ao ouvi-la. Pois muita gente se identifica com a partida de casa. Roberto quando saiu de casa, saiu pra conquistar a glória, mas sua luta foi sofrida. Ele bateu na porta de todas as gravadoras, levou muito o seu disco embaixo do braço. Não conhecia ninguém, não tinha contato algum. Essa música foi revisitada no show do Maracanã.
Eu quero voltar pra você (Eduardo Lages/Paulo Sergio Valle)
Arranjos – base e cordas: Eduardo Lages
Fala do momento em que não queremos admitir que queremos voltar para o amor, quando esse se encontra na atual condição de ex. A temática (como é que vai a sua vida), ou (como estão as coisas), (faz tempo que a gente não se vê)... São as recordações que nos fazem desejar uma possível volta.
O disco de 1986 é um disco que explora mais a tecnologia, a tecladeira. Roberto está com uma voz suave no disco, há bastante reverb em sua voz tbm. Mas mesmo em 1986 já começava a explorar um pouco mais o lance da bateria eletrônica e todaa tecladeira disponível no mercado. Os arranjos são divididos entre cordas e base, exceto nas últimas duas faixas.
Gravado nos estúdios: Sigla (RJ), Sigla (SP), Lincoln Olivetti (RJ), Transamérica (SP), Intersom, Darci Ferreira.
Fotos: Luis Garrido.
Pra terminar, uma foto bem curiosa que encontrei na net.