O DISCO DE 1986



Lado A
Apocalipse (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Do fundo do meu coração (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Amor Perfeito (Michael Sullivan/Paulo Massadas/Lincoln Olivetti/Robson Jorge)
Quando vi você passar (Mauro Motta/Isolda)
Eu sem você (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Lado B
Nega (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
O nosso amor (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Tente viver sem mim (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti)
Aquela casa simples (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Eu quero voltar pra você (Eduardo Lages/Paulo Sergio Valle)



Lado A
Apocalipse (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos – base: Cleberson Horsth  / cordas: Charlie Calello
Roberto abre o disco com um alerta. A canção tem uma base forte, guitarras bem marcadas, um solo poderoso. Roberto e Erasmo voltam em um tema que de uma certa forma já tinham falado nos versos “o vento irá soprar, e o chão vai se abrir...” em Eu só tenho um caminho de 1971. O especial do ano de 1986, foi um especial que particularmente  eu não assisti, sei lá por qual motivo, mas acho que é porque na época minha TV não pegava a Globo. Hoje tenho o especial aqui, mas preciso assistir de novo. Também não tive o disco logo de cara, porém, eu esperava tocar Apocalipse no rádio, na época não tínhamos o (boom) das fms, o jeito era esperar as Am´s mesmo. O tema é atual até os dias de hoje, estamos vivendo esse apocalipse todo. Até Michel Teló esteve no especial de 2012. Quer mais prova de fim de mundo que essa?


Do fundo do meu coração (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos: base: Cleberson Horsth  / cordas: Charlie Calello
No show do Maracanã, essa música é revisitada. No comentário, ainda na introdução da canção, Roberto fala que queria, em toda sua vida, ter escrito canções de amor, um amor bem sucedido, mas fala que “a vida não é bem assim né?” o rei diz que em  certos momentos a bronca é muito grande e ainda diz “a coisa tava... braba”. Uma das maiores e melhores canções de amor de todos os tempos. A letra é uma obra-prima. Fala daquele amor estilo Bungee jumping, vai e volta.


Amor Perfeito (Michael Sullivan/Paulo Massadas/Lincoln Olivetti/Robson Jorge)
Arranjos – base: Lincoln Olivetti  / cordas: Charlie Calello
Falando em amor bem sucedido, esta é uma canção da dupla Sullivan e Massadas que reflete bem o amor bem sucedido. Roberto a canta em seus shows hoje, canta com uma emoção que parece estar sendo cantada para Maria Rita. Os versos: “fecho os olhos pra não ver passar o tempo/eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar/sem seu olhar pra me entender/sem seu carinho amor sem você...” No verso “até quando te querendo te amando” Roberto diz: “até sempre” e prossegue a letra: “coração quer te encontrar...”. Essa música foi regravada pela loiríssima, poderosa, Claudia Leite. Na última edição da Virada Cultural em São Paulo, Michael Sullivan tocou essa em pleno Largo do Arouche.

Quando vi você passar (Mauro Motta/Isolda)
Arranjos – base: Cleberson Horsth  / cordas: Chiquinho de Moraes
Bela canção da dupla Isolda e Mauro Motta. A letra fala de quando vemos a pessoa, que ao que parece já não está mais com a gente, passar por nós. Nesse tipo de situação, tudo volta na lembrança, tudo é revisitado e almejamos um desejo de (tentar) de novo.  

Eu sem você (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Arranjo – base: Lincoln Olivetti  / cordas: Eduardo Lages
No geral, esse disco soa um pouco mais digital, é o início de uma nova era nos discos de Roberto, a tecladeira começa a tomar conta. Tudo clean (limpinho) demais. Um passo rumo à tecnologia, pois em 1986, esse disco do rei, supera qualquer lançamento de um artista nacional, por isso que eu sempre digo: Roberto Carlos, sempre esteve e sempre estará um passo a frente de todo mundo. O nome da canção é o mesmo nome de uma canção do disco de 1988.



Lado B
Nega (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos – base: Lincoln Olivetti  / cordas: Marcio Montarroyos
No ano de 1986 Roberto foi tema do enredo da Escola de Samba Unidos do Cabuçu. O rei curtiu tanto que naquele ano ele com Erasmo Carlos fariam o samba com o título Nega. É um samba gostoso e não há quem fique parado na hora do solo de metais. No show do Chile de 1994, do qual circula um dvd por aí, no solo de Piel Canela (Nega em versão espanhola), o público vibra com o solo do trio saxofonista real. Quando sou questionado sobre samba, digo que gosto de Benito di Paula e dos sambas gravados por Roberto. Maria, carnaval e cinzas, Nega, O que é que eu faço, Só você não sabe e Vê se volta pra mim. Esta última de 1998, foi a principio mal recebida, pois todo mundo questionou: Roberto agora gravou um pagode? Mas é um pagode legal, eu que sou avesso à pagode gostei por se tratar de um pagode do Roberto. Em tempo: Roberto ainda é o cara que arrisca, que ousa, em 2012 ele gravou o funk “Furdúncio”.

O nosso amor (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjos – base: Nico Resende  / cordas: Charlie Calello
Novamente a tecladeira dá as caras no disco. Uma letra que fala da incompatibilidade de gênios. “Tínhamos sonhos tão possíveis, no amor os mesmos pensamentos, mas gênios tão incompatíveis, jogaram fora bons momentos...”. Realmente viver uma situação dessas, desgasta qualquer um. 

Tente viver sem mim (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti)
Arranjos – base: Nico Resende  / cordas: Charlie Calello
Tente viver sem mim é uma letra bem no estilo: tá reclamando, se vira sozinha então. Um tom meio sádico é usado por Roberto ao cantar a canção. E reflete bem o que vivemos, realmente quando passamos por uma dessas, quase falamos:”pago pra ver, você viver sem mim”.

Aquela casa simples – base e cordas: Chiquinho de Moraes
Arranjos – base e cordas: Chiquinho de Moraes
Uma música auto biográfica que traz recordações ao nosso rei. Há pessoas que devem se debulhar em lágrimas ao ouvi-la. Pois muita gente se identifica com a partida de casa. Roberto quando saiu de casa, saiu pra conquistar a glória, mas sua luta foi sofrida. Ele bateu na porta de todas as gravadoras, levou muito o seu disco embaixo do braço. Não conhecia ninguém, não tinha contato algum. Essa música foi revisitada no show do Maracanã.

Eu quero voltar pra você (Eduardo Lages/Paulo Sergio Valle)
Arranjos – base e cordas: Eduardo Lages
Fala do momento em que não queremos admitir que queremos voltar para o amor, quando esse se encontra na atual condição de ex. A temática (como é que vai a sua vida), ou (como estão as coisas), (faz tempo que a gente não se vê)... São as recordações que nos fazem desejar uma possível volta.

O disco de 1986 é um disco que explora mais a tecnologia, a tecladeira. Roberto está com uma voz suave no disco, há bastante reverb em sua voz tbm. Mas mesmo em 1986 já começava a explorar um pouco mais o lance da bateria eletrônica e toda  a tecladeira disponível no mercado. Os arranjos são divididos entre cordas e base, exceto nas últimas duas faixas.
Gravado nos estúdios: Sigla (RJ), Sigla (SP), Lincoln Olivetti (RJ), Transamérica (SP), Intersom, Darci Ferreira.

Fotos: Luis Garrido. 



Pra terminar, uma foto bem curiosa que encontrei na net. 

 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

O DISCO DE 1966 - WITH THE ROBERTO CARLOS




A postagem abaixo é completamente copiada e colada do Blog do leitor, amigo, sócio do Súditos, Robert Moura, pra quem quiser conhecer o blog dele o Rock N Geral no link http://rockngeral.blogspot.com.br/2009/04/o-album-beatle-de-roberto-carlos-normal.html
Normalmente eu monto minhas próprias postagens, mas nesse caso, eu pedi licença pra copiar e colar, pois a postagem dele está muito mais legal do que as minhas hehe. 

Sempre que se faz uma lista dos discos mais importantes da história do rock brasileiro é comum que sejam citados dois álbuns gravados por Roberto Carlos, “Jovem Guarda”de 1965 ou “Roberto Carlos Em Ritmo De Aventura” 1967. Dois grandes discos, sem dúvidas, porém, entre esses dois anos o cantor lançou outro grande LP comumente ignorado em favor desses. É o disco de 1966 que aqui chamo de “O Álbum-Beatle de Roberto Carlos”. Esse é o primeiro disco no qual transparece a influência do quarteto de Liverpool na obra do Rei, desde a capa inspirada no disco “With The Beatles” lançado na Inglaterra em 1963, o que denuncia uma influência tardia já que a base do disco de Roberto Carlosprevalece o rock chamado de Iê, Iê, Iê e na época os Beatles já estavam partindo para outros caminhos e experimentações sonoras (vide os discos “Rubber Soul” de 1965 e “Revolver” de 1966). 

O faixa de abertura é “Eu te darei o céu”, considerada por alguns uma possível resposta de Robertoà canção do ano anterior “Quero que vá tudo pro inferno” embora o autor da canção (em parceria com Erasmo Carlos) afirme que não teve nada a ver. A frase de guitarra na introdução da canção lembra as sonoridades que os Beatlese os Byrds haviam produzido, aliás, as guitarras do disco puxam bastante para as gravações realizadas pelos FabFour entre 1964/65. A mudança da tonalidade maior para a menor na terceira parte quando canta: “Toda minha vida eu já te dei..."lembra a variação de acordes explorada pelos Beatles em “From Me To You” no trecho: I got arms that long to hold you...” quando a mesma tem uma modulação maior para menor. A condução feita no violão e o solo de “Nossa Canção” (Luiz Ayrão) têm ecos no elegante solo de violão executado por George Harrison na regravação da música “Till There As You”feita pelos Beatles, sendo essa música ainda uma das mais belas interpretações dos primeiros discos de Roberto Carlos. “Querem acabar comigo”, composição solitária de Roberto Carlos, é um caso à parte, de uma originalidade incrível, desde a letra em tom de autodefesa depois disfarçada em uma canção de amor (“Querem acabar comigo nem eu mesmo sei porque...enquanto eu tiver você aqui, ninguém poderá me destruir”), passando pelo arranjo bem ousado e moderno para a época sobretudo a condução dos tambores, tendo grande destaque também o órgão tocado por Lafayette, aliás esse na verdade era um dos grandes diferenciais na sonoridade de RCpara os Beatles, que se baseavam mais nas cordas sendo ainda que frequentemente Roberto se utilizava dos metais que por acaso (ou não) quase não aparecem nesse disco ao contrário de TODOS os anteriores e posteriores.
Na seqüência a regravação da bela balada “Esqueça” (“Forget Him”) de Mark Anthony versionada para o português por Roberto Corte Real com uma levada no melhor estilo “Things We Said Today”, canção de Lennon-McCartney incluída na trilha sonora do disco “A Hard Day´s Nigth” 1964 (no Brasil, “Os Reis do Iê, Iê, Iê”), este álbum contém ainda a música “And I Love Her” que foi gravada por Roberto Carlos vinte anos depois como “Eu Te Amo” em versão de sua própria autoria, sendo até então a única gravação efetuada por ele de uma canção dos Beatles. “Negro Gato” de Getúlio Côrtes, descaradamente inspirada na composição “Three Cool Cats” da dupla de compositores Jerry Leiber e Mike Stoller (responsáveis por diversos clássicos do Rock´n´ Roll) é uma das mais vibrantes e roqueiras gravações de RC, a guitarra sensacional gravada pelo músico Gatodá a tônica da canção junto com os berros de Roberto Carlos. Detalhe: a música “Three Cool Cats” fazia parte do repertório dos Beatlesantes da fama e está presente no disco “Anthology 1” de 1995 com a versão interpretada por eles em um teste para a gravadora Decca.
Fechando o primeiro lado A, “Eu estou apaixonado por você” com uma sonoridade mais latina que apesar da letra ingênua pode ser vista como um embrião da fase “latin lover” que o cantor viveu no final dos anos 1970 com uma interpretação sensual feita com uma voz quase gemida. O solo de gaita nessa faixa seria por influência de John Lennon, vide as canções "Love Me Do", "Please, Please Me", "I Should Have Know Better", entre outras músicas dos Beatlesque o músico toca esse instrumento?

O lado B abre com a faixa “Namoradinha de um amigo meu” assinada somente por Roberto Carlos (embora ele tenha dito numa entrevista que Erasmo tenha modificado algumas coisas) e que por ironia do destino foi escrita para uma banda chamada Beatniksgravar, porém eles finalizaram o disco antes que Roberto tivesse enviado-lhes a música. Mais uma vez o órgão prevalece na condução da música. “O Gênio” também de Getúlio Côrtes tem novamente ritmo pulsante e guitarras na linha de frente e é a única faixa que apresenta um solo de saxofone no disco. A balada “Não Precisas Chorar” de Edson Ribeirotambém apresenta boas frases de guitarra, sempre com uma sonoridade bem beatle. O “Golden Boy” Renato Corrêa e Donaldson Gonçalvesassinam um dos maiores clássicos do repertório roqueiro do Rei, “É Papo Firme” que narra o comportamento de uma garota “prafrentex” “que gostava de gíria e muito embalo”, mais uma vez a guitarra faz o papel principal, desde sua interessante divisão de tempo na introdução até o solo cheio de energia, durante toda a música a guitarra dialoga com o órgão nos intervalos das frases cantadas por RC. “Esperando Por Você” da compositora Helena dos Santos têm como destaque essa dobradinha guitarra-órgão. Para fechar “Ar de Moço Bom” de Othon Russo e Niquinho que Robertocanta com voz macia do jeito que manda o figurino de um bom rapaz. Esse disco mostra claramente que a influência dos Beatles sobre o Rei do Iê, Iê, Iê foi muito além dos terninhos que ele usava no programa Jovem Guarda. Roberto consegue mostrar que existe uma diferença entre ser influenciado e simplesmente copiar.


Nota: Desse disco existe um ensaio que circula pela internet com Roberto ensaiando com a banda as músicas que entrariam para esse disco. Ensaio que comentarei em outra postagem.

Fotos: capas de Roberto Carlos (1966) e With The Beatles(1963) e Roberto Carlos tocando uma guitarra Rickembacker de 12 cordas popularizada pelo uso de George Harrison.


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

O DISCO JOVEM GUARDA - 1965



No ano de 1965 foram lançados dois discos do Roberto. O “Canta para a Juventude” e “Jovem Guarda”.  Acredito que o último tenha sido o segundo disco. O título leva o nome do programa Jovem Guarda exibido pela TV Record.
Muito além de um simples programa televisivo, a Jovem Guarda foi um movimento que mesclava música comportamento e moda. O programa foi uma criação da agência de propaganda Magaldi, Maia e Prosperi em virtude das proibições da transmissão dos jogos de futebol aos domingos. Boa parte de toda a história pode ser vista nos extras do filme “Uma Noite em 67” de 2010, contada pelo diretor da TV Record Paulo Machado de Carvalho. Ao contrário do que muitos insistem em afirmar que a Jovem Guarda teria sido (inventada) pelo governo militar para (alienar) o povo. MENTIRA!
A verdade é que tudo que é sucesso, sempre é alvo de críticas.
Mas voltemos ao disco. Roberto Carlos nos brinda com um LP fantástico, nessa época já um sucesso absoluto.

Lado A
01.  Quero Que Vá Tudo Pro Inferno (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
02.  Lobo Mau (The Wanderer) (Ernest Mareska / versão: Hamilton Di Giorgio)
03.  Coimbra (Raul Ferrão / José Galhardo)
04.  Sorrindo Para Mim (Helena dos Santos)
05.  O Feio (Getúlio Cortes)
06.  O Velho Homem Do Mar (Roberto Rei)
Lado B
01.  Eu Te Adoro, Meu Amor (Rossini Pinto)
02.  Pega Ladrão (Getúlio Côrtes)
03.  Gosto do Jeitinho Dela (Othon Russo /  Niquinho)
04.  Escreva Uma Carta Meu Amor (Pilombeta / Tito Silva)
05.  Não É Papo Pra Mim (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)
06.  Mexerico da Candinha (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)


01.  Quero Que Vá Tudo Pro Inferno (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Música que há muito tempo o rei não canta. Na turnê Cover do Erasmo Carlos, a banda tem um arranjo impecável pra essa canção. A música foi revisitada por Roberto no especial de 1975 da Rede Globo.
02.  Lobo Mau (The Wanderer) (Ernest Mareska / versão: Hamilton Di Giorgio)
Erasmo Carlos já havia gravado essa versão em 1963 com a banda Renato e Seus Blue Caps. A versão gravada por Roberto tem mais eco em algumas partes, mas gosto das duas gravações. A canção também foi cantada no Show do Dia 7 na Record. Vídeo que eu tanto enchi o saco do leitor, comentarista e praticamente sócio da casa (o senhor Robert Moura) para que ele postasse o vídeo no you tube. Um trecho da canção também foi gravada em um medley no disco ao vivo de 1988.
03.  Coimbra (Raul Ferrão / José Galhardo)
Música maravilhosa com um belo arranjo e que foi redescoberta em vídeo recentemente quando em 1966 Roberto Carlos se apresentou na Tv Portuguesa. Um detalhe, Roberto tocava guitarra nesse vídeo.
04.  Sorrindo Para Mim (Helena dos Santos)
Grande canção de Helena dos Santos. As vezes me pergunto quem fazia os arranjos da época. No tão conhecido ensaio para o disco de 1966, disco que será em breve comentado aqui, podemos ouvir Roberto e banda decidindo o que ou não fazer nas músicas. O arranjo de “Sorrindo para Mim” é muito a frente da época.
05.  O Feio (Getúlio Cortes)
Música do compositor que eu tive o prazer de conhecer em 2006. Getúlio teve várias canções gravadas por Roberto, outra ainda será comentada nessa postagem.
06.  O Velho Homem Do Mar (Roberto Rei)
Música que tem a mesma ideia da canção de 72 “A Montanha”. Não no sentido da letra, mas no arranjo, na base da música. A música vai subindo de tom. Lembremo-nos que este disco é de 1965.

Lado B
01.  Eu Te Adoro, Meu Amor (Rossini Pinto)
Música que combinou bem com a voz de Roberto. Bela música de Rossini Pinto, que pode não ter a mesma (pegada) das outras, por isso mesmo é o contraste entre o Roberto Rock e o Roberto Romântico.
02.  Pega Ladrão (Getúlio Côrtes)
O rock volta com tudo no lado B. Guitarra bem marcada, baixo impecável, banda redonda e Roberto soltando a voz de forma surpreendente.
03.  Gosto do Jeitinho Dela (Othon Russo /  Niquinho)
A Jovem Guarda não foi só feita de rocks, haviam as baladas românticas também. Essa por exemplo descreve a pessoa amada de forma simples, porém bela.
04.  Escreva Uma Carta Meu Amor (Pilombeta / Tito Silva)
Grande música que fala de carta, de saudade, de amor, na sua forma eterna.

05.  Não É Papo Pra Mim (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)
Essa música em especial um amigo comentou no facebook. Ela tem muito de Memphis Tennessee, gravada pelo Elvis Presley em 1963, mas apareceu em disco só em 1965. Eu acho a letra um espetáculo.
06.  Mexerico da Candinha (Roberto Carlos /  Erasmo Carlos)
Mexerico da Candinha era uma coluna publicada semanalmente na Revista do Rádio, e tinha como foco as fofocas do mundo artístico. Roberto e Erasmo exploraram bem o tema e fizeram uma canção resposta muito legal.
Esse foi o primeiro álbum que eu tive do Roberto na fase da Jovem Guarda, o primeiro álbum porém em fita k7. Fita dada pelo meu pai. No LP, o grande destaque pra mim começa pela capa. As fotos de Armando Canuto na capa e contra capa mostram Roberto falando, pensativo, gravando, ouvindo a gravação, ou seja, quase o passo a passo da gravação de um disco. É um disco que eu tocaria pra quem não conhece Roberto Carlos. 

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS