Nova Coluna - Amigo



Prezados amigos e seguidores do blog Súditos.
Uma nova coluna será lançada no blog. Vai se chamar Amigo. A ideia é a seguinte: Os amigos e leitores desse blog poderão expressar como conheceram Roberto Carlos, como passou a gostar de Roberto Carlos, qual o nível de Robertista que é, os discos que mais gosta, filmes, especiais de fim de ano, shows que assistiu, vale tudo. Então fica assim: Convoco todos os amigos e leitores Robertistas para escrever aqui tudo o que sentem pelo Roberto.
Quem quiser participar pode enviar um email para enelito5@hotmail.com
No Assunto colocar: Blog Súditos RC Coluna Amigo
Estou no aguardo!

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O DISCO DE 1981

O disco de 1981 é para muitos o melhor gravado, as melhores canções, a melhor equalização e a melhor mixagem. Para muitas pessoas depois de 1981, Roberto nunca mais fez mais um disco a altura deste.

01- Ele está pra chegar (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Jimmy Wisner e Arranjo de Base: Lincoln Olivetti.
Uma bela música/mensagem composta pela dupla abre o disco com maestria, já nessa primeira faixa escutamos que o som dos instrumentos está bem mais nítido e próximo de maneira que pensamos que a banda está ao vivo no canto da sala. A separação dos instrumentos está perfeita.

02- Simples Mágica (Regininha)
Arr: Torrie Zito
Para quem não sabe, esse arranjador da trabalhou nas orquestrações do disco Imagine de John Lennon. Agora imagine se Torrie Zito acompanhasse alguns discos do rei a mais.... A letra fala da alegria de um novo amor, bela letra que descreve os detalhes da pessoa amada que acabou de chegar em nossas vidas.

03-As Baleias  (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr. ritmo: Al Capps Cordas: Jimmy Wisner
Essa foi feita pra mim, estou gordo. A última música protesto do rei tinha sido O Ano Passado em 79. Bela letra que leva os caçadores a pensar em todos os detalhes e Roberto não esqueceu de nada. Desde  (olhar nos olhos do que morre em suas mãos) até (... seus netos  te perguntando pelas baleias que eles viram num programa de televisão. De não deixar nascer a vida que se faz...) em 1976 ele teria falado sobre as baleias antes de cantar a música do disco do ano “O Progresso”.

04-Tudo Pára (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr. Torrie Zito.
O clima das músicas arranjadas por Zito têm um clima, uma atmosfera diferente. A letra é bela e fala do momento em que o casal fecha a porta do quarto e que se dane o resto. O clima de fim de tarde de um sábado, a noite chegando...

05-Doce Loucura  (Mauricio Duboc / Carlos Colla)
Arr. Tom Saviano
Talvez uma das letras mais íntimas da carreira do Roberto. A música tem uma atmosfera legal também.



LADO B

01-Cama E Mesa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr: Al Capps
A música que eu cantava com seis anos de idade na janela da sala lá de casa, rs. A música trata do amor de uma forma interessante. Tudo em sua vida, tudo em minha vida. Falar de amor é com a dupla RC/EC. O sabonete, a toalha, o travesseiro, o sol, o doce que eu mais gosto, queria eu ter feito uma música assim.

02-Emoções (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr: Torrie Zito
Essa música é o grande sucesso por vários motivos. Porém cada pessoa enxerga um ou outro. Bom já começa pela sonoridade, Torrie Zito caprichou bastante no arranjo dessa canção. No programa do Faustão de lançamento do Acústico, o Erasmo entrou em vídeo dizendo que eles se emocionaram bastante ao compor. Um jazz lento onde se escuta cada um dos instrumentos com perfeição, os arranjos de Torrie Zito caíram como uma luva nessa música. Vale a pena ressaltar que eu pelo menos nunca vi essa sonoridade no palco. Em se tratando das versões, no palco são mais rápidas, mas o Sr. Eduardo Lages mandou bem no acústico, até parece que todos os músicos tomaram um calmante, especialmente nessa canção, rs.

03-Quando o Sol Nascer (Mauro Motta/Eduardo Ribeiro)
Arr.Jimmy Wisner
Outra pérola da carreira do rei. Aliás esse disco pode ser considerado um Greatest Hits do rei. A letra sugere a pessoa a abrir a porta quando o dia amanhecer, etc. E fala de planos pra levar a pessoa a ver as cores do dia feliz... Enfim, novamente a atmosfera que a música passa é uma sensação de bem estar, paz e tranqüilidade.


04-Eu Preciso de Você (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr. Al Capps
Letra que fala da necessidade da pessoa amada em todos os sentidos e porquês. Há a comparação também (como a abelha necessita de uma flor) (A terra necessita do sol e da chuva...).

05-Olhando Estrelas (Eduardo Lages/ Paulo Sérgio Valle)
A letra fala de observar a pessoa amada dormindo. Fala também que tanto amor por tão intenso não se resume numa noite só.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Roberto caprichou nesse disco que tem de tudo um pouco. Há uma mensagem logo no início (Ecumênica) note que todas as suas músicas que tem esse tipo de mensagem nunca foram para o lado da religião, mas sim para a espiritualidade. Sempre falam de Jesus Cristo, Deus e Nossa Senhora. Sabemos que o rei sempre é católico, porém sua música pode ser ouvida pelo católico apostólico romano, pelo apostólico brasileiro, pelo evangélico...

Voltando a falar do disco, há também uma música protesto, no caso de 1981 falando da caça as baleias, e músicas de amor de várias situações, saudade de quem já saiu fora, de quem está chegando, de quem já está algum tempo, enfim, um disco para todas as situações. Se você tiver esse disco, ele vai ter uma música para cada fase da sua vida.

Na parte técnica ele foi gravado nos estúdios de Nova York e Los Angeles, fotos de Frederico Mendes e o destaque para mim aqui vai para Torrie Zito. 
 
Dessa vez vou terminar o post de um jeito diferente. Postarei aqui a minha coleção de edições desse disco.
Claro que não chega aos pés de algumas edições que já vi por aí. Mas é minha e a guardo com o maior carinho do mundo. Eis as edições em LP, compacto, fita cassete e cd.

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O disco de 1985


Verde e amarelo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
De coração pra coração (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Isolda)
Só vou se você for (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Paz na Terra (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Contradições (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Pelas esquinas da nossa casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Símbolo Sexual (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
A atriz (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Você na minha mente (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Carlos Colla)
Da boca pra fora (Mauricio Duboc/Carlos Colla)

Verde e amarelo - Arranjo Charlie Calello
Direção de base e regência: Cleberson Horsth
Participação especial do Coral da Universidade Santa Úrsula, sob a regência do Maestro Marcelo Busslkl
De coração pra coração - Arranjo Lincoln Olivetti
Só vou se você for – Arranjo de Lincoln Olivetti e arranjo de cordas Eduardo Lages
Paz na Terra – Arranjo Gene Page
Contradições – Arranjo Eduardo Lages
Pelas esquinas da nossa casa – Arranjo Lincoln Olivetti
Símbolo Sexual – Lincoln Olivetti
A atriz – Lincoln Olivetti
Você na minha mente – Lincoln Olivetti e arranjos de cordas Charlie Calello
Da boca pra fora – Eduardo Lages

Solo de sax alto em A atriz e Só vou se você for – Leo Gandelman

Gravado nos estúdios: Transamérica (RJ), Lincoln Olivetti (RJ), Multi (RJ), Sigla (RJ), A&M (Los Angeles) e Sigma Sound (New  York). Transcrição para 48 canais Estúdios Transamérica (SP). Produzido por Mauro Motta. Fotos Externas: Luis Garrido. Foto interna: Sergio de Souza.


Verde e amarelo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Charlie Calello
Direção de base e regência: Cleberson Horsth
Participação especial do Coral da Universidade Santa Úrsula, sob a regência do Maestro Marcelo Busslkl
Roberto e Erasmo falam aqui do Brasil, uma canção patriota, um rock gostoso com guitarras bem marcadas, bateria com efeito, baixo espetacular, tudo redondo e um belo solo de guitarra. No coro adulto uma conhecida nossa. Lizzie Bravo, a brasileira que gravou Across The Universe com os Beatles. No final da música uma bateria semelhante a de uma escola de samba.

De coração pra coração (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Isolda)
Arranjo Lincoln Olivetti
Um dos grandes sucessos do disco também. De coração pra coração fala da sintonia da emoção, do não deixar as coisas pra depois, sonhos iguais, sabor no beijo de (te quero mais)... é a trilha sonora perfeita para quando se vive um grande amor. É a canção do amor bem sucedido.

Só vou se você for (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de Lincoln Olivetti e arranjo de cordas Eduardo Lages
Se a canção anterior fala do amor bem sucedido, aqui já dá indícios de tempos de perreio completo. O tempo em que (a gente era feliz e apaixonado) é situado em lembrança. O apenas viver agarrado, cama grande, dormir abraçado, há até uma dose de sensualidade explícita, (eu queria, e você dava sem eu pedir). Mas mesmo, vivendo nas aparências, tentar sorrir, ainda existe a vontade de (tentar novamente o amor, que um dia tivemos).

Paz na Terra (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Gene Page
Roberto e Erasmo falam aqui sobre a paz. Questionam sobre o homem como um animal estranho, que (permite abusos da ciência), procura prolongar a vida, absurdos nucleares... Mas ao mesmo tempo falam em armas. Há uma citação de que Deus é pai e pede-se paz na Terra.

Contradições (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Arranjo Eduardo Lages
Aqui a dupla Lages e Valle, falam das diferenças de um casal sobre quando um quer levar a coisa a sério e o outro acha que a vida é um Indiana Jones. Existe muito por aí. 



Pelas esquinas da nossa casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Essa canção talvez seja o ápice da sensualidade nos discos do Roberto do anos 80. Já começa abrindo a porta sem cuidado, provavelmente chutando a mesinha de centro, rasgando as cortinas, já pára para um abraço, festival de mão boba e a continuação disso transformam todos os cômodos da casa em ambientes transáveis. Cozinha, corredor, área de serviço, banheiro, tanque...

Símbolo Sexual (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Creio que foi na época em que se começou a usar o rótulo símbolo sexual. Aqui Roberto e Erasmo falam do cabelo, caras e bocas, bronzeado, jeito provocante, usados a exaustão pelas modelos em revistas, tv e mídia em geral. “mulher bonita a gente sempre vê no jornal”, no jornal nem tanto, a não ser quando tinha o Noticias Populares hehe. Mas essa música traz uma característica em que o refrão me irrita “sex sex sexual...”. Particularmente eu detesto esse refrão. Isso me faz lembrar de outra música que eu não gosto muito no disco mas em show ela é espetacular. O Charme dos seu Óculos.



A atriz (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Canção que mostra o quão deve ser difícil ser casado, ou namorar uma atriz. “vejo em outros braços, tudo aquilo que é meu”. Ciúme, que é interrompido pelo telefone. No clip a atriz, claro é a Myrian Rios, Roberto aparece chegando em casa com um baita presente e encontra apenas o perfume no ar e um bilhete escrito com batom. No clip também temos a oportunidade de rever o Roberto ator, encenando e dizendo os versos da canção para a câmera, fazendo um brinde à uma cortina com o rosto de Myrian. Os atentos notarão um quadro de Elvis Presley na estante.

Você na minha mente (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Carlos Colla)
Lincoln Olivetti e arranjos de cordas Charlie Calello
Bela música escrita a quatro mãos, pelo produtor, arranjador e compositores. A letra fala de quando uma pessoa não sai da nossa cabeça. Por mais que digamos que (digo que não sei não me interessa), todo mundo sabe, todo mundo vê (que eu não consigo te esquecer...)

Da boca pra fora (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Arranjos Eduardo Lages
Bela canção que fala das brigas que começam e terminam, que na real o casal não briga (só fica de mal)... O Maestro Eduardo Lages tem canções maravilhosas. Confissão de 1980 é uma de se debulhar em lágrimas quando se escuta.

O disco de 1985 começa com uma canção em homenagem ao Brasil e a tudo o que simboliza ele. A beleza da mulher brasileira, futebol, o brasileiro bom de papo e de cuca. Esse ano é marcado pelo movimento Diretas Já, o povo brasileiro queria votar pra presidente também. 1985 é o ano do Rock in Rio, o primeiro festival internacional de proporções astronômicas no Brasil. Iron Maiden, Rod Stewart, Queen e vários outros grandes nomes do rock internacional dividiriam o mesmo festival que Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso entre outros. Seria a ascensão alguns anos antes da queda do mercado fonográfico mundial.
No disco de 1985 de Roberto, é a primeira capa da década de 80 em que ele aparece de cabelos compridos novamente. A última capa de disco com Roberto de cabelos longos tinha sido em 1975. Era os anos 80, que segundo Raul Seixas, era a charrete que perdeu o condutor. Esse especial eu mesmo não me lembro de ter assistido, não tinha o que fizesse a Globo pegar em casa. Mas hoje graças à internet e ao you tube, constantemente somos presenteados com registros que assistimos e queremos nos lembrar e a registros que não assistimos e morremos de curiosidade. Não sei se foi o especial de Roberto de 1982 em que foi ao ar em um mesmo dia, próximo das festividades de fim de ano, em que estávamos eu e meus pais na casa da minha avó, com tios, primos, uma cambada falando alto, transitando pra lá e pra cá e o especial do Roberto na televisão. Eu só queria que todos calassem a boca, pois eu queria assistir o especial, mas não consegui assistir a nada. Mas dane-se, um dia eu vou ter todos os especiais.
 Gravado nos estúdios: Transamérica (RJ), Lincoln Olivetti (RJ), Multi (RJ), Sigla (RJ), A&M (Los Angeles) e Sigma Sound (New  York). Transcrição para 48 canais Estúdios Transamérica (SP). Produzido por Mauro Motta. Fotos Externas: Luis Garrido. Foto interna: Sergio de Souza. 

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Roberto Carlos no Cinema - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura


Roberto Carlos reinou no cinema também. Isso me faz lembrar uma das entrevistas do Ringo Starr para o Anthology em que Ringo dizia ir muito ao cinema quando pequeno. Ao voltar para casa, ele era pirata, era cowboy, geralmente o que tinha visto no filme durante a tarde. Com a turma de Roberto, Erasmo, a turma daquela época não deve ter sido diferente. Muito antes de internet, de filmes na TV, lembremo-nos que a televisão no Brasil era artigo de luxo, nem todas as casas tinham condições de ter.
Para muitos fãs, Roberto filmou apenas três vezes. Os filmes: 1968 - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (Roberto Farias), 1970 - Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (Roberto Farias) e o terceiro e último 1972 - Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora (Roberto Farias). Esses seriam os filmes que todo mundo conhece. Iremos falar deles em separado. Porém há uma lista de filmes em que Roberto Carlos atuou que muita gente não conhece.

Filmografia:
1958 - Agüenta O Rojão (Watson Macedo)
1958 - Alegria de Viver (Watson Macedo)
1958 - Minha Sogra é da Policia (Aloísio de Carvalho)
1961 - Esse Rio que Eu Amo (Carlos Hugo Christensen)
1966 - (*) SSS Contra a Jovem Guarda (Luís Sérgio Person)
1968 - Roberto Carlos em Ritmo de Aventura (Roberto Farias)
1970 - Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa (Roberto Farias)
1971 - Som Alucinante (Carlos Augusto de Oliveira)
1972 - Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora (Roberto Farias)
1974 - Saravá, Brasil dos Mil Espíritos (Miguel Schneider)
2007 - Person (Marina Person)

Alguns já passearam pela intenet para downloads, pois no final da década de 50, começo da década de 60, a Hollywood brasileira dava sinais de um promissor início de produção em massa. Roberto faz participação especial em boa parte deles. 

Como diria um amigo meu: Ah, o Ritmo de Aventura é uma bagunça! Mas uma bagunça gostosa de se assistir. O filme já começa com uma perseguição de carro onde Roberto é perseguido por bandidos, que na realidade estão atrás dele, Roberto. A perseguição termina no Cristo Redentor, símbolo do Rio de Janeiro, do Brasil, enfim, todo mundo conhece. Roberto discute com o diretor, que é interpretado por Reginaldo Faria e volta a perseguição. A fórmula do filme é, bandidos atrapalhados que sempre perdem o Roberto de vista. No elenco temos José Lewgoy, que se queixa de sempre fazer o vilão, aqui no caso ele é Pierre. Roberto para escapar dos bandidos usa de tudo quanto é meio de locomoção: carro, helicóptero, tanque de guerra até foguete. Há uma cena de Roberto que pode ser entendida como um clipe em que ele passeia de carro conversível em Nova York, a partir dessa época, Roberto jamais poderia passear assim tão tranquilamente em público. O filme também mostra um pouco de Roberto na intimidade em cenas em que ele está pescando, respondendo as cartas de fãs, provavelmente em seu próprio apartamento na rua Albuquerque Lins onde viveu de 1965 a 1968. Além disso, mostra Roberto compondo, cena a qual eu me identifiquei imediatamente, pois sempre compus exatamente igual, com o violão e fazendo as anotações em uma folha de papel apoiada no tampo do violão. Assistindo uma vez com um amigo, recordo que ele falou algo como: Mas o RC7 era bom mesmo. Mal eles chegam e ligam os instrumentos, já começam a tocar a música... Isso por conta de Roberto dizer: Wanderley, me dá um som  de cravo aí! E Wanderley, membro da banda real, já manda a introdução de E Por Isso Estou Aqui. 

O filme ainda tem a famosa cena do telhado, o que alguns chamam como o Rooftop Concert do Roberto cantando Quando, uma alusão ao Rooftop Concert dos Beatles em 1970. Levando se em condideração que os Beatles tocaram no telhado da Apple na Savile Row em 1970 para o filme Let it Be, Roberto tinha feito em 1967, porém antes dos Beatles. Seria uma coincidência ou o nosso rei tinha realmente inspirado os Beatles? 


No filme ainda tem apresentação de aviões com a esquadrilha da fumaça, Roberto fazendo o voo de helicóptero, enfim. Um filme muito legal de se ver. Mais de uma vez ainda...Sobre a trilha sonora, quase todas as músicas do disco estão no filme. Um filme obrigatório para quem gosta e para quem não gosta de Roberto Carlos, pois retrata uma época, um comportamento, moda, um documento em forma de filme de como era bom os anos 60.

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