O DISCO DE 1969






01. As flores do jardim da nossa casa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

02.Aceito seu coração
Puruca

03. Nada vai me convencer
Paulo César Barros

04. Do outro lado da cidade
Helena dos Santos

05.Quero ter você perto de mim
Nenéo

06 Diamante cor-de-rosa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
01. Não vou ficar
Tim Maia

02. As curvas da estrada de Santos
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

03.Sua estupidez
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

04.Oh, meu imenso amor
Roberto Carlos - Erasmo Carlos

05.Não adianta
Édson Ribeiro

06.Nada tenho a perder
Getúlio Cortes


Lado A
01-As Flores do Jardim da Nossa Casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Composição da dupla Roberto e Erasmo falando de ausência. Porém, outra curiosidade é sobre a vida das flores. No primeiro verso fica bem clara essa idéia. (As flores do jardim da nossa casa/morreram todas de saudade de você/ E as rosas que cobriam nossa estrada/perderam a vontade de viver). As flores tem vida, claro, e tem sentimento. Elas sentem falta das pessoas, sentem quando algo não vai bem. Aliás, já ouvi falar de que as plantas ou murcham, ou secam quando chega alguém invejosa, ou que carrega o mal estar. Anos mais tarde Roberto recusaria cantar “As Rosas não falam” do grande Cartola. Roberto só canta as coisas em que acredita.

02-Aceito seu coração (Puruca)
Fala de um amor que foi, mas tem tudo pra voltar. Aqui já há uma prévia do que viria a ser os temas das canções dos discos de Roberto nos anos seguintes. Violinos, orquestra e letras focadas no amor (na sua forma eterrrrna) como ele diz.

03-Nada vai me convencer  (Paulo Cesar Barros)
Olha ele aí. Paulo Cesar do Renato e Seus Blue Caps. A letra é meio no estilo, vai e não olha pra trás. Particularmente é até legal ouvir o rei cantando algo nesse estilo. E é nessa canção que se escuta o barulho das correntes ou  pulseira. Podemos ter uma idéia da energia em que ela foi gravada, e sua voz está com o alcance e a ênfase da frase: Já canseei.... é um dos melhores momentos do disco.

04-Do outro lado da cidade (Helena dos Santos)
 A guitarra em evidência está em primeiro plano. Uma letra legal, que foi gravada em espanhol também. Quando eu era criança eu gostava daqueles solinhos da guitarra nas paradas. E há aqui também o assobio na melodia da música.

05-Quero ter vc perto de mim- Nenéo - Roberto começa cantando a capela, bem incomum em seus discos. Depois os instrumentos vão aparecendo um a um. Uma música calma com letra do tipo (volta que tá embaçado)...

06-O diamante cor de rosa - RC/EC - talvez a única música instrumental em toda a carreira. A gaita é do Roberto, bela canção, muito bem feita. Nome do segundo filme de sua carreira cinematográfica. 

Lado B

01-Não vou ficar - Tim Maia - O lado 2 do LP abre com essa porrada do síndico da MPB. O naipe de metais está a todo vapor. Letra do estilo (Sai daqui) onde a voz dele está com um alcance incrível e a banda toda perfeita. Há um coral no verso (pensando berrein). E os gritos que ele dá, pouquíssimas vezes tivemos o privilégio de o ver cantando assim. Na boa, se esse disco teve músicas que não saíram ou foram rejeitadas do estilo dessa, é um baú recheado de pérolas que não chegam ao conhecimentos dos fãs. Fica a dica (Bem que poderia sair um Robertology).

02-As curvas da Estrada de Santos- RC/EC - Os metais de novo. Há um eco no bumbo da bateria. Os violinos entram rasgando a música de fora a fora. A música que Emerson Fittipaldi ia ouvindo pra casa da namorada na praia do Gonzaga, como ele mesmo disse num dos especiais do rei. Música revisitada no disco Acústico.

03-Sua estupidez (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Letra legal, arranjo com violinos em destaque, porém a versão dele ao violão em um de seus especiais de fim de ano pela Rede Globo está linda. Deveria ser lançada em disco. Tem muito material do rei dos especiais como Se você Pensa do especial de 94, Natal Branco, e outras pérolas que repousam nos arquivos da Globo.

04-OH! Meu imenso amor (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Roberto usa o mesmo recurso vocal que repetiria um ano depois em Vista a Roupa meu bem. Da música do disco de 1969 existe um video curtinho no You Tube circulando atualmente. O arranjo tem uma sonoridade diferente de tudo o que Roberto tinha gravado até então.

05-Não Adianta (Edson Ribeiro)
Canção que seria talvez uma das primeiras vezes em que Roberto usaria a variação de sétima, sétima aumentada e sexta de um acorde. O órgão dá o destaque a partir do verso (Se não existe nada...).

06-Nada tenho a perder-(Getúlio Côrtes)
Essa música foi uma das primeiras que eu descobri como tocava no violão, rs. Variação de quinta e quinta aumentada e que fica muito bem. Além disso, tive o prazer de o Getúlio pessoalmente em 2006. Mas voltando para o disco do Roberto, A canção é boa demais para ficar como última. No vinil por exemplo, há uma perda de qualidade em virtude de ser a última do LP. Mas não tira o seu brilho. Fecha o disco com chave de ouro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O disco é obrigatório para os que curtem ou não curtem Roberto Carlos. Aqui Roberto flertava com a soul music. Na realidade o flerte com o soul já começara em 68 no disco O Inimitável. A energia com que Roberto gravou as canções, a orquestra, a produção do disco, os temas das músicas... O disco só peca em não trazer as assinaturas dos arranjos das músicas. O disco pode ser chamado de Greatest Hits, pois das 12 músicas, 3 fizeram parte da trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor De Rosa. Um disco a frente da sua época, pois a soul music não tinha chegado em terras brasílicas, muito menos em discos de artistas brasileiros.  As fotos da capa e contra capa são assinadas por Armando Canuto, as letras são diferentes do tipo de amor que o Roberto cantaria a partir da década de 70 até os dias de hoje. 

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O que é ser fã de Roberto Carlos?



Depois de um tempo sem postar em virtude da minha mudança de casa, volto com um assunto barra limpa. 
O que é ser fã de Roberto Carlos?
Fã (do inglês: fan [fæn], de fanatic „Fanático“) é uma pessoa dedicada a expressar sua admiração por uma pessoa famosa, grupo, idéia, esporte ou mesmo um objeto inanimado (por exemplo, um automóvelou um modelo de computador).
Muitas vezes, fãs são organizados em fã-clubese torcidas.
O que é ser fã?
Essa postagem originou-se de uma atualização de status no facebook do nosso amigo, leitor, comentarista e praticamente sócio da casa Robert Moura. Ele conseguiu resumir em palavras o que é ser fã de Roberto Carlos.
Assim disse Sir Robert:  “Gostar de Roberto Carlos para mim é algo como ser brasileiro, ser mineiro, ser filho do Seu Vicente e da Dona Neusa, é como ser cruzeirense, coisas sobre as quais eu não tive o mínimo controle nem opção de escolha, mas se pudesse escolher eu teria escolhido tudo isso!”
Segundo o Wikipédia, a palavra fã é de origem inglesa fan de fanatic, fanático é a pessoa dedicada a expressar sua admiração por uma pessoa famosa, grupo, etc. Os fãs podem se organizarem em fã-clubes. Fanzine é uma publicação feita pelos fãs, geralmente os fanzines são impressos, hoje em dia com o advento da internet pode ser distribuída por email ou ser postada em site, o que eu nem imaginava que chamava E-Zine.
Quando somos fã, falemos de Roberto desse ponto em diante, gostamos de ter os discos (o principal, né?), revistas, publicações, DVD, cd, reportagens em jornal, poster, livros, bottom, camiseta, tudo o que é relacionado a Roberto Carlos. Aí já caímos na categoria colecionador. Que é o cara que compra, troca tudo o que vê pela frente. Segundo minha mãe, é o famoso juntador de tranqueira. O papo é sempre o mesmo quando eu chego com disco, minha mãe olha e diz: Mais disco? Pra colocar a onde?
Além de tudo, ser fã de Roberto Carlos é gostar de tudo o que ele fez e faz. Lembremos que ele já fez praticamente de tudo. Música, filme, comercial, programa de TV (como apresentador e aparições em outros programas, essa última, tanto no Brasil como no exterior), shows, participação em novelas, etc. Também é compreender todas as fases da carreira dele. Em mais de 50 anos de carreira artística, ele na década de 60 comandava a turma do Iê Iê Iê, nos anos 70 uma postura mais madura e o mergulho de cabeça em um estilo de letra mais pessoal e sensual. Nos anos 80, temas sensuais e época de ouro dos especiais de fim de ano, nos anos 90 a menção em música a todos os tipos de mulheres e profissão, na década de 2000, o maravilhoso cd acústico, os duetos, discos ao vivo mostrando Roberto no palco, projetos como Elas Cantam Roberto, com Caetano Veloso cantando a música de Tom Jobim, disco ao vivo fora do Brasil, a década de 2010 que começa, um mega projeto em Jerusalém, esse ano de 2012 o EP contendo duas músicas inéditas e com tudo isso existe gente que reclama? Falam em, Deus me perdoe, mesmice? Como cantou Erasmo na Jovem Guarda, mudando apenas uma palavra: Para o diabo com os (eu acho) de vocês.
A carreira artística de Roberto é construída com muito amor, carinho, dedicação e só com altos. Não existem altos e baixos só altos. Ele vendeu, vende e venderá muitos e muitos discos ainda.
Conheci Roberto Carlos creio que com o disco de 1978. Apesar que tinha o disco de 1969 em casa também, mas a primeira lembrança é de 1978. Em especial a música “Fé”. Eu sou de 1974, portanto eu tinha 4 anos. Não me lembro exatamente se assisti ao especial de 1978 na época, mas em algum momento eu vi. A presença de palco, falar entre as músicas, a forma de cantar, tudo me chamou a atenção. Com os anos o meu lado fã só tinha tendência a piorar. Lembro de momentos únicos como em 1980, meu pai trouxe o vinil e ao tirar do envelope de papel da loja, a capa do vinil de 1980, a música que eu colocara no toca discos Telefunken, “A Guerra dos Meninos”, poxa, eu chorei com 6 anos. Momento que não volta atrás, eu, minha mãe, meu pai na sala, eu com o disco do Roberto nas mãos... Isso tudo marca. O primeiro pé na bunda da namorada, eu devo ter ouvido Roberto. O primeiro show, sempre fiquei longe nos shows. E quando eu comecei a colecionar então? Discos... ver um disco em um sebo e pensar: Mas esse disco eu já tenho. Ao mesmo tempo pensar: Ah, mas esse aqui está melhor. 
Pra encerrar com o assunto:
A proposta do blog.
Primeiramente o blog é feito de fã pra fã. Tento compartilhar com os leitores os discos que são importantes para mim, filmes, especiais de TV, aparições na TV brasileira e estrangeira. Respeitamos a privacidade do nosso Roberto, sempre. Aqui não disponibilizamos links para downloads, troca de arquivo ou coisa parecida, ainda sou um fã (à moda antiga) que vai à casa do amigo e grava uma fita. O blog não tem fins lucrativos.
Obrigado pela visita de todos.


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Roberto Carlos no Cinema - Roberto Carlos a 300 Km por hora

O terceiro filme assinado por Roberto Farias fecha a trilogia dos 3 filmes conhecidos como os “Filmes do Roberto Carlos”. Roberto não estava afim de cantar em filmes, ser Roberto Carlos. Aqui já caberia uma conexão com o rei: Elvis Presley, que também preferia não cantar em seus filmes. Aliás, ficou chateado quando lhe deram a música título Love Me Tender de seu primeiro filme para gravar. Elvis queria ser ator. Roberto Carlos aqui interpreta Lalo, um mecânico da Ibirapuera Veículos que sonha em ser piloto. Para quem (como eu) é apaixonado por carros antigos, o filme já causa um impacto desde o início com a música Todos Estão Surdos de fundo e o Dodge RT comendo solto na pista do Autódromo de Interlagos em São Paulo. Nas cenas de Interlagos no decorrer do filme, podemos ver como era o Autódromo naquela época, com mato, muito verde. Hoje com certeza o autódromo está bem diferente. Mas não vou negar que quando fui ao autódromo em 99 no show do KISS, fiquei sentado exatamente na “Curva da Laranja”. Portanto estive ali onde foi rodado um dos filmes do Roberto Carlos. De pensar que não é todo mundo (a não ser os 50000 malucos como eu que assistiram ao show do KISS em 99 no autódromo) fico feliz de ter pisado na famosa Curva da Laranja tão falada no filme. 

Se nos dois primeiros filmes Roberto interpretava a si mesmo, vida de superstar: correndo das fãs, gravando, compondo, viajando, gastando, fazendo shows, em Roberto Carlos a 300 km por Hora vemos Roberto Carlos levantando cedo, fazendo café, indo trabalhar, almoçando marmita, trabalhando de uniforme, tendo Erasmo Carlos como chefe e saindo para um bar a noite para tomar o seu guaraná. Mas a ambição de Lalo é ser piloto de corrida. Lalo é um cara trabalhador. No filme temos Raul Cortez que interpreta Rodolfo Lara, o proprietário da Ibirapuera Veículos e Piloto renomado.

Erasmo é Pedro Navalha, o cara que sabe todas as técnicas de corrida e adapta para a pista de Interlagos. Reginaldo Faria aparece como o playboy fanfarrão, só curtindo a vida, desde que o carro fique pronto. Mario Benvenutti (falecido em 93 e irmão de Nenê Benvenutti dos Incríveis, a quem tive o prazer de conhecer pessoalmente em 2012 e falecido agora em 2013) é Alfredo, o chefe de Pedro e Lalo, o cara que pesa na orelha dos dois toda vez. Libânia Almeida interpreta Luciana e é por ela que Lalo se apaixona. Antonio Carlos Avallone também está no filme. Cristina Martinez é Neusa. O filme conta com Flávio Migliaccio, Otelo Zelloni, Walter Foster e grande elenco.
Uma das muitas curiosidades desse filme é mostrar a cidade de São Paulo antiga. O filme é recomendadíssimo pra quem é fã ou não de Roberto Carlos. 











Ficha Técnica:
Direção: Roberto Farias
Elenco:
Roberto Carlos (Lalo)
Erasmo Carlos (Pedro Navalha)
Raul Cortez (Rodolfo)
Mario Benvenutti (Alfredo)
Libania de Almeida (Luciana)
Cristina Martinez (Neusa)
Flávio Migliaccio (Luig)
Otelo Zelloni (Mane)
Reginaldo Farias (Playboy)
Walter Forster (Dirigente da prova automobilística)
Maria Cristina Martinez
Jorberte dos Santos
Antônio Carlos Avallone
José Renato Catapani
Olga Mary Hanada
Cacilfa Rita de Jesus
Beatriz Assumpção
Rina Ostasevic
Zélia Borges
Rita Olívia Veloso
Wanda Reiff

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O DISCO INGLÊS DE 1981



Lado A
  1. Honestly (Falando Sério) *
(Maurício Duboc – Carlos Colla – versão: Sue Sheridan)
  1. At Peace in Your Smile (Na Paz Do Seu Sorriso) **
(Roberto Carlos  - Erasmo Carlos – versão: Sue Sheridan)
  1. Loneliness (Paul Williams – Ken Ascher) **
  2. Sail Away (Billy Falcon) *
  3. Niagara (Marvin Hamilsch – Carole Bayer Sager – Bruce Roberts) **

Lado B
  1. Buttons On Your Blouse (Os Seus Botões) **
(Roberto carlos – Erasmo Carlos – versão: Julie Saires)
  1. Breakfast (Café da Manhã) ***
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos – versão: Sue Sheridan)
  1. Come To Me Tonight  (Gary Portonoy – Sue Sheridan) *
  2. You Will Remember Me (Detalhes) ***
(Roberto carlos – Erasmo Carlos – versão: Sue Sheridan)
  1. It´s Me Again (Doug McCormick – Dennis Smith) ***

Arranjos: * Tom Saviano
                 ** Bill Meyers
                 *** Eddie Karam

No ano de 1981 fomos brindados com um disco no meio do ano. Roberto sempre lançou, até onde sei, discos no final do ano. Propositalmente ou não, o artista ou banda que lança seus trabalhos no final ou nas proximidades do final do ano acaba pegando o gancho das vendas de natal. E quando o assunto é Roberto Carlos, o resultado é (acertar em cheio) no presente.
Pois bem, não lembro como esse disco chegou em casa. Mas foi e é até hoje ouvido exaustivamente.
Primeiramente, novos ares, novo time de arranjadores, nova sonoridade, nova abordagem musical, esse foi um presente e tanto para seus fãs.

Pasmem, o disco em inglês hoje em dia é desconhecido de muita gente. Na época, como tinha apenas 6 anos, não me lembro se vendeu, se não vendeu bem, se tocou ou não tocou nas rádios, mas uma coisa ficaria em minha memória. Hoje com o advento da internet, ficou extremamente fácil achar vídeos de 20, 30, até 50 anos atrás. Mas foi extremamente difícil achar um vídeo até a exposição RC 50 Anos de Carreira na Oca do Ibirapuera. Que eu me lembrasse, existia um clipe com uma música desse disco. Em julho de 1981 o Fantástico veiculou o clipe Sail Away.

O disco é composto de dez músicas sendo cinco versões para grandes sucessos de Roberto com letra de Roberto e Erasmo e cinco canções inéditas compostas especialmente para o disco. O layout da capa é simples, diferentemente da capa modelo álbum que mantia um padrão desde 75, com rara exceção em 1977, e um encarte nas cores azul e branco em um papel mais sofisticado do que os papéis convencionais de gramatura 0,75.

1. “Honestly “ O lado A abre com uma versão para “Falando Sério”. Logo na primeira música já percebe que a sonoridade do disco está diferente. Todas as músicas versionadas para o inglês receberam uma releitura de arranjos, não foram usadas as mesmas másteres onde seria necessário apenas adicionar o vocal. O trabalho foi completo.

2. “Na Paz do Seu Sorriso” virou “At Peace in Your Smile”. Canção executada com um pouco mais de felling que na gravação original de 1979. Essa canção tem uma variável onde na hora em que começa o solo a música muda de tom, porém quando Roberto volta, a canção volta para o tom do início.

3. “Loneliness” a primeira música inédita do disco é o tema em que Roberto tanto já cantou: Solidão. Mas a solidão aqui vem acompanhada de uma “proposta”
“...Nós temos desgastado pela noite fora, e agora está quase pronto
Se você pudesse ficar, um pouco do café da manhã pode ser divertido
É muito trabalho para um
E embora seja apenas um palpite simples
Nós estamos mais fortes agora...”

4. “Sail Away”. “Velejar” bem o estilo do Roberto e uma canção que diz coisas que ele acredita. Ele já disse muito isso em entrevistas: Só canta aquilo que realmente acredita. O cenário é o mar, o barco, uma pequena cidade na Itália, café do lado do fogo, “...caminhar com você abaixo uma estrada Cobblestone...”, ver as coisas bonitas que nós nunca conhecemos... há um romantismo no último grau da palavra nessa canção. Porém além de ser uma das cançõe que eu mais gosto, fui conferir o que era uma estrada Cobbestone. São aquelas ruas, estradas com paralelepípedos, ou pedras que não tem exatamente um formato retangular.

5. “Niagara” seriam as cataratas do Niagara, que o Pica Pau insiste até hoje em descer em um barril? Niagara é um lugar fascinante, romântico, um espaço e tanto para os apaixonados. Vide o filme da Marilyn Monroe, Niagara de 1953, no Brasil “Torrentes da Paixão”. O clima do filme é bem esse. Porém na letra da canção a situação está voltada para retomar a paixão de antigamente. 

 Foto provavelmente da mesma sessão de fotos para a capa e contra capa do disco, essa foto foi extraída da Revista Programa do show Emoções.


Lado B
1. “Buttons On Your Blouse” versão para “Os Seus Botões” de 1976. Uma revelação aqui na versão em inglês. A blusa era branca. Roberto canta “The buttons on the white blouse…” blusa branca. A história é a mesma contada no ano de 1976. Porém aqui não é usado tanto reverb na voz de Roberto como nos anos 70.

2. “Breakfast”  (Café da Manhã) a canção nesse disco em inglês saiu um pouco mais simples do que na gravação original onde nota-se nitidamente um efeito phaser na guitarra, efeitos, porém aqui a cozinha da música (baixo e bateria) está um pouco mais definido do que no arranjo de 1978 com arranjo de Jimmy Wisner.

3. “Come To Me Tonight” “Venha para Mim Essa Noite”. Talvez a música mais agitada do disco. Não na mesma levada, mas lembra um poucos algumas outras belas canções agitadas que Roberto lançaria no seu disco no final de 1981: “Ele Está Pra Chegar” e “Quando o Sol Nascer”. Segundo o amigo Everaldo Farias, Roberto interpretou essa música no Globo de Ouro. Com certeza existe o vídeo por aí, mas está nas mãos dos nossos maravilhosos amigos colecionadores. Efusivo abraço. Mas um dia aparece esse vídeo, eu tenho “Fé”.

4. “You Will Remember Me” (Detalhes) ganhou um solo de sax, uma subida de tom no último verso, ao mesmo tempo perdeu as expressões “... o ronco barulhento do seu carro”, “a velha calça desbotada ou algo assim”. Música que manteve o clima que embalou o namoro de muita gente.

5. “It´s Me Again” o disco inglês de Roberto fecha com uma inédita composta especialmente para o disco. “Letters in the fireplace...” cartas na lareira, ele está em algum lugar em Dezembro, sozinho desde maio, porém consciente que se encontrasse a (musa) diria que “It´s Me Again” , “Sou eu de novo, para dizer que nunca mais quero falar com você, depois de tudo que me fez passar”, bem ao estilo “Do Fundo do Meu Coração”.

O disco não fica devendo nada para os lançamentos internacionais por volta de 1980 até 1983. Entre os músicos participantes no baixo está o Abe Laboriel no baixo, pai do baterista Abe Laboriel Jr. Baterista da atual banda de Paul McCartney. Porém não consigo identificar em quais faixas Abe toca. Na percussão Paulinho da Costa.
Para terminar, um vídeo que foi veiculado pelo Fantástico em julho de 1981. O clipe de “Sail Away”.
Revendo meus guardados, mais precisamente na Revista Programa do show Emoções, há uma foto onde tudo indica que é da mesma sessão de fotos da capa e contra capa.

Produzido por Nick de Caro para Entertainment Company
Gravado no estúdio Crimson Sound, Santa Monica, California.

Cordas gravadas em Western Recording Studio, Studio One, Hollywood, California.

Fotos Frederico Mendes

Sail away Fantástico


 

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