O DISCO DE 1989




Lado A
1 – Amazônia - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
2 – Tolo - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
3 – O tempo e o vento - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
4 – Se Você Me Esqueceu – (Roberto Livi – Carlos Colla)

Lado B
1 – Pássaro Ferido - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
2 – Nem Às Paredes Confesso – (A Ribeiro/F.Trindade/M. de Sousa)
3 – Só Você Não Sabe - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
4 – Sonrie – (Smile) – (C. Chaplin/J. Turner/G. Parsons/Roberto Livi)
5 – Se Você Pretende – (Mauro Motta/Carlos Colla)



Lado A
1 – Amazônia – (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
O disco já começa com uma (bronca verde) do rei a quem desmata um dos poucos patrimônios que nos restam. Roberto e Erasmo pegam pesado nos versos: “Sangue verde deramado/o solo manchado... Quanta falta de juízo, Como dormir e sonhar/quando a fumaça no ar/ arde nos olhos de quem pode ver...”
“Todos os gigantes tombados/deram suas folhas ao vento/folhas são bilhetes deixados/aos homens do nosso tempo.”
Há uma diferença da canção mixada para o disco em português e para o disco em espanhol, no disco em espanhol em alguns momentos temos mais a presença das guitarras. A música é um rock perfeito. A voz de Roberto está (como sempre) impecável. No videoclipe do especial de 1990, Roberto canta no meio da floresta amazônica. Canta a bordo de um barco, sentado em um tronco de árvore e aparecem várias imagens de animais como onça, tucano, entre outros. Para os mais detalhistas, o cabelo do rei esse ano, está muito comprido, basta bater um vento que o cabelo bagunça de vez. Voltando um pouco no tempo, em 1967 no filme em Ritmo de Aventura, Roberto Farias o diretor do filme, disse em uma entrevista em 71 para a revista Cartaz que Roberto Carlos brigava para que na cena no prédio em que toca Quando (O rooftop concert do Roberto, antes dos Beatles em 70), para que o seu cabelo ficasse liso. Na real, ele nunca ligou mais para esses detalhes nos anos seguintes.

2 – Tolo - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
A música é do estilo corta-pulso. A letra fala de quando nós (seguimos o caminho) de alguém que lá na frente vai nos magoar... E é sempre assim mesmo, os versos (Me esqueci... de pensar em mim... na velocidade que eu vinha... os sinais que os amigos deram.. Fui além dos meus limites...) o nome da música já diz tudo. Roberto e Erasmo, como dois caras que vivenciaram o amor mais que muita gente por aí, sentiram na pele o que a letra diz. Quem não sofreu por amor? Pode parecer meio piegas a frase, mas é verdade. Não dá para ouvir essa música e não pensar em quem já deixou marcas, feridas e afins. A não ser que você tenha e viva hoje um amor maior e melhor do que o amor que lhe deixou contando azuleijos da cozinha...

3 – O tempo e o vento - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Esta canção é uma obra prima, eu mesmo demorei pra gostar dela, foi preciso ouvi-la com atenção. A letra fala do amor que ficou no tempo e que o vento levou. “Tudo o que eu queria, ilusão perdida...” Nos versos (... sonhos inesquecíveis, loucas madrugadas, praias desertas, sonho dourado...) Ou seja, a letra fala daquele amor que a gente vive, como um castelo de areia, e vem uma porra de uma onda e leva tudo. Faço um parêntese aqui em especial sobre a dupla Roberto e Erasmo. Eles falam com exatidão tudo o que já passamos ou passaremos. Em suas composições, costumo dizer, que Roberto e Erasmo têem canções para todas as ocasiões.

4 – Se Você Me Esqueceu – (Roberto Livi – Carlos Colla)
A canção fala da insistência em acreditar que o (amor) sempre ele, o grande amor não acabou. É o tipo de coisa que a gente não fala para a outra pessoa, é o tipo de coisa que falamos para nós mesmos, pensando na outra. O grande amor fica na lembrança, é melhor recordar o que foi vivido a dois. Bela música que eu também demorei para apreciar,  fui gostar dela depois que a ouvi em espanhol. 



Lado B
1 – Pássaro Ferido - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Uma pérola da carreira de Roberto. Não tem como ouvir essa música e não debulhar em lágrimas.  Os versos (...o sol procura meu rosto, tentando achar um sorriso que já não é meu...) , (...me dói a falta do beijo de quem não me espera...) reforçam a idéia de que o amor acabou, porém vive na lembrança, na recordação. Já chorei muito ouvindo isso.

2 – Nem Às Paredes Confesso – (A Ribeiro/F.Trindade/M. de Sousa)
Belo fado composto e revisitado na voz de Roberto. Como eu sempre costumo dizer: Um belo tabefe na cara dos que insistem em dizer que Roberto nunca muda. Se fazermos um apanhado apenas da década de 80, Roberto gravou jazz, samba, rock, tango, country, bolero e no caso desse disco, um fado.

3 – Só Você Não Sabe - (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
No especial de 90, Roberto está sentado em um boteco e uma morena, passeia para lá e para cá, dança com outros rapazes e o Roberto só (de zóio).


4 – Sonrie – (Smile) – (C. Chaplin/J. Turner/G. Parsons/Roberto Livi)
Música de Charles Chaplin versionada por Roberto Livi que dá nome ao disco espanhol de 1989 do Roberto, que na verdade é o disco em 1988 versionado. Michael Jackson gostava muito dessa canção e também a gravou em inglês.

5 – Se Você Pretende – (Mauro Motta/Carlos Colla)
A letra fala de um amor de antigamente que foi e quem sabe está para voltar. Porém com certos cuidados para não cair na situação da canção de 1986 Do Fundo do meu coração.


A ordem das músicas, vi recentemente no site Mercado Livre que no lado A, a primeira canção é Tolo e a segunda, Amazônia. Pois bem, no meu vinil está ao contrário, primeira música Amazônia e segunda, Tolo.
Roberto nesse ano, ostenta uma pena no cabelo do lado esquerdo. Mais um detalhe, Roberto veste um maravilhoso blazer de couro.
Depois dos discos de 88, Se Diverte E Já Não Pensa Em Mim e Ao Vivo, Roberto nos presenteia com mais um álbum dentro dos padrões RC, o disco de 89 Ouvindo esse disco principalmente, podemos fazer uma reflexão sobre o padrão RC de qualidade. Esse disco possui uma sonoridade equilibradíssima, graves, agudos, médios... piano com som de piano, baixo com som de baixo etc. O disco não soa tão eletrônico como seria nos anos seguintes.
Nota importantíssima: Curiosamente, nesse disco não há créditos para arranjos, fotos, músicos, estúdios em que foi gravado, mixado, enfim, o disco só vem com a letra da música e o créditos para os autores. Como 20% dos fãs de Roberto liga para esses detalhes, entremos nós no time dos 80%. (particularmente) eu gosto de ler a ficha técnica, quem gravou o quê, quem arranjou e mais todas as informações do disco. Fico devendo a ficha técnica para vocês.


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ESSE CARA SOU EU - AO VIVO IBIRAPUERA 07 de Novembro 2012



Não estive no show do Ibirapuera, claro né? Se eu tivesse ido, jamais ficaria assim tão perto, provavelmente estaria em algum poleiro. Mas enfim, esse é o vídeo da primeira vez em que Roberto canta a música nova no primeiro show da temporada por São Paulo. 

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SUCESSO EM VENDAS


Roberto é lider de vendas em 2012. Ontem domingo dando uma volta pelo shopping fiz questão de entrar em uma loja de departamentos para comprar 3 cópias do novo lançamento do nosso rei. Melhor do que acompanhar as estatísticas pelos meios de comunicação ou ouvir as pessoas falando, o melhor é VER com os próprios olhos.
Pedi três CDs. A grande loja de departamentos só tinha UM! Era o último cd. Todas as moças dos caixas viraram para mim e falaram, tá vendendo horrores. As cópias tinham chegado no sábado, já tinham sido vendidas todas. 
Na faixa Esse Cara Sou Eu, os arranjos temos Tutuca que também toca o teclado. No piano o próprio Roberto Carlos, bateria: Chocolate e baixo Jorge Aílton. 
Em Furdúncio: Arranjos e teclado: DJ Batutinha, Teclados: Tutuca e na guitarra: Ringo Moraes. 
É isso aí Roberto, seu disco novo é sucesso, tudo o que você faz é sucesso, por isso eu em nome de todos os fãs uso um bordão seu: Bicho, que prazer é ser teu súdito.

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ROBERTO CARLOS 2012




Amigos, o fim de ano se aproxima. Com ele bate uma saudade de quando corríamos para ouvir a música nova do rei. Da mesma forma que a corte corria para ver a roupa nova do rei. Lembro como se fosse hoje a primeira canção que ouvi do disco (novo) de 1988. Era a canção “O Que é Que Eu Faço”. Ao término da canção o radialista disse: Parabéns Roberto Carlos, isso prova que um rei nunca perde a majestade. Por muitos e muitos anos quando o assunto era o disco novo do Roberto, todos os fãs corriam para as lojas e compravam, mesmo sem escutar música nenhuma. Quem não era fã, corria para a loja e comprava para presentear a mãe, avó, esposa, irmã, caso, rolo, amante, enfim. O que seria isso? Credibilidade. Roberto gravou e lançou muitas músicas e álbuns de qualidade.
Em 2012, conforme já foi noticiado no site oficial do rei, em breve sairá um EP compacto (como eu queria que o disco fosse em vinil) com 4 canções.
São elas
01.     Esse Cara Sou Eu (4:32)
02. Furdúncio (3:45)
03. A Mulher Que Eu Amo (4:05)
04. A Volta (5:08)
Ainda tem gente que reclama que Roberto só gravou duas canções inéditas. Reclamam? É, reclamam sim. Parte desse pessoal é fã que anseia por mais Roberto, mais coisa nova (parte na qual eu me incluo). A outra parte é formado por pessoas que não sabem fazer outra coisa da vida a não ser reclamar.
Pois bem, eu como súdito, ouvi as duas canções no rádio. No rádio com campainha tocando, crianças na rua brincando, caminhão de gás passando na rua, não dá pra ouvir nada com atenção. Mas as 4 horas da madrugada de fone de ouvido, dá para ouvir com atenção, gostar a ponto de me animar a escrever esse texto.
Tem gente que diz que Roberto nunca muda, é só a mesma coisa. Discordo. Se puxarmos pela memória veremos que Roberto ousou bastante em gravar:
Meus Amores da Televisão – country, Nega – samba, Volver – tango, Arrasta uma cadeira – sertanejo, Seres Humanos – rap, Perdoa e Emoções – Jazz, Índia – guarânia (pergunte a um garoto de hoje em dia o que é guarânia), Vê Se Volta Pra Mim – pagode, Oh Meu Imenso Amor – valsa, Não Vou Ficar e Todos Estão Surdos – soul; e agora Furdúncio – Funk. E ainda tem coragem de dizer que o rei não muda? Isso porque eu só exemplifiquei os discos porque nos especiais de fim de ano ele ousou bem mais...
As duas canções novas são legais sim, as ouvi com atenção agora. Gostei sim, sou fã de Roberto Carlos sim. Sou súdito dele sim. As canções são literalmente HIGH QUALITY. Dentro dos padrões RC de qualidade. Não vejo a hora de comprar o disco original (gostaria que fosse um compacto de vinil) mas meu irmão Robert Moura já me disse que dificilmente será nesse formato.
Obrigado desde já Roberto. Nós seus súditos lhe agradecemos. Sugestão: Toca na Praia Grande de Novo, please.

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O DISCO DE 1975









Lado A
Quero que vá tudo pro Inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)*
O quintal do vizinho (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)**
Inolvidable (Julio Gutierrez)***
Amanheceu (Benito di Paula)**
Existe algo errado (Mauricio Duboc – Carlos Colla)***
Olha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)***
Lado B
Além do Horizonte (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)****
Elas por elas (Isolda – Milton Carlos)*
Desenhos na parede (Beto Ruschel – Cezar de Mercês)**
Seu corpo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)***
El Humahuaqueño (Zaldivar)**
Mucuripe (Fagner – Belchior)***

Arranjos
*Horace Hott
** Lee Holdridge
*** Chiquinho de Moraes
**** Jimmy Wisner


Lado A
Quero que vá tudo pro Inferno (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)*
Arranjo de Horace Hott.
O disco abre com uma regravação. É a primeira vez que Roberto regrava uma música sua. Ele voltaria a fazer regravações a partir de 1988 no seu primeiro disco ao vivo. Outro detalhe é que esse é o disco que marca os primeiros dez anos do movimento Jovem Guarda. Antes de um programa de televisão, a Jovem Guarda foi o primeiro movimento realmente grandioso de música jovem no Brasil. O arranjo de Horace Hott abre o disco em grande estilo. Um arranjo com violões ao fundo, bem marcados, um baixo poderoso do senhor Paulo César Barros, cordas, metais, bateria que não apenas acompanha, mas que cria também. É a música que abre o especial de fim de ano de 1975 na Rede Globo. Overbub em: “quero que você me aqueça nesse inverno...”. O solo, ou seja, o meio da música é apoteótico. A voz de Roberto está poderosíssima.

O quintal do vizinho (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)**
Arranjo de Lee Holdridge.
Ao que me consta, essa música sairia no acústico também, porém não foi o  que aconteceu. Roberto canta sobre um sonho. A música fala de paz. O quintal sem muro que ele havia falado no ano anterior de 1974. Fui procurar nos meus guardados a revista Cartaz de 1971, edição especial sobre o Roberto. Nas últimas páginas estão vários trechos de frases, respostas de Roberto, não há, perguntas. Mas há um trecho que dá uma idéia de onde essa música surgiu.
“ Tenho certeza de que, morando no Rio, vou estar também mais perto das pessoas. São Paulo está muito triste de se viver. Moro aqui há três anos e não conheço a cara do meu vizinho do lado. Outro dia, à tarde, fui experimentar o motor do Jaguar e só ouvi a sua voz gritando e reclamando do barulho. Fiquei tão chocado...  Era nosso vizinho.
Aí comentei com Nicinha: Puxa, se fosse no Rio, ele talvez pedisse para entrar, elogiasse o carro e desse um palpite. Sabe como é, carioca entende de tudo um pouco. Já estamos procurando casa. E é só encontrar, para fazer a mudança. Esta casa aqui, acho que vou alugar. Agora, os móveis levo para o Rio. Mesmo para as crianças, o clima quente é sempre mais benéfico.”  *
Esse trecho de entrevista mostra o descontentamento por morar em São Paulo. Mais ainda, o descontentamento com o ser humano cada vez mais individualista. Roberto cantou sobre um quintal sem muro em 1974.
* trecho de entrevista de Roberto à revista Cartaz 1971.

Inolvidable (Julio Gutierrez)***
Arranjo de Chiquinho de Moraes.
Belíssima canção de Julio Gutierrez que na caixa Pra Sempre em Espanhol, saiu com uma outra versão, um outro arranjo. Inolvidable também foi o nome do disco que trazia várias canções em espanhol de Roberto. Mas nesse disco de 1975, o arranjo do maestro Chiquinho de Moraes, é maravilhoso, belo arranjo.

Amanheceu (Benito di Paula)**
Arranjo de Lee Holdridge.
Mais uma vez Roberto grava uma canção de Benito di Paula, a primeira tinha sido um ano antes, Quero ver você de perto. Roberto cantou Amanheceu no especial da Globo, bela canção. Benito tem um estilo sofisticado de letra. Na edição em espanhol do disco, na caixa Pra Sempre, essa música deu lugar a No te quiero ver triste. Na comunidade do orkut Música Cafona & Jovem Guarda (MC & JG) do meu amigo RStone, no tópico Roberto Carlos Raridades, acabamos saindo na caça dessa música em espanhol. O pessoal achou. Um abraço ao RStone.

Existe algo errado (Mauricio Duboc – Carlos Colla)***
Arranjo de Chiquinho de Moraes.
Belíssimo arranjo de piano. A música trata de uma situação que é quando as coisas não estão indo muito bem com a pessoa amada. Ou no bom português, é quando a casa está caindo. Mas, pensando bem, podia ser pior, TPM. Mas, voltemos para o tema da música. Tristeza e cansaço. Há uma boa vontade por parte da primeira pessoa em sugerir: “vamos dividir essa tristeza, chorar juntos, depois nos abraçar...”. Belo arranjo de piano que atravessa a canção do início ao fim.

Olha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)***
Arranjo de Chiquinho de Moraes.
“Vem seguir comigo o meu caminho, e viver a vida só de amor”. Essa frase já diz tudo.



 Lado B

Além do Horizonte (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)****
Arranjo de Jimmy Wisner.
Um arranjo diferente, bem (abrasileirado). O baixo, o piano, está tudo redondinho, a cozinha está impecável. “...onde a gente pode se deitar no campo, se amar na relva escutando o canto dos pássaros” “ bronzear o corpo sem censura”, Roberto e Erasmo aqui já trabalhavam um pré erotismo em suas letras. Além do horizonte também sofreu alteração  na letra de uns tempos para cá. Música regravada pelo Jota Quest por volta de 2005 e presente no DVD Duetos.

Elas por elas (Isolda – Milton Carlos)*
Arranjo de Horace Hott.
Música dos irmãos Isolda e Milton Carlos. A letra é sobre a situação quando a gente percebe, ou melhor quando cai a ficha. “assim como você, vai abrir mão do que passou...”. Gosto do estilo de letras deles  também.

Desenhos na parede (Beto Ruschel – Cezar de Mercês)**
Arranjos de Lee Holdridge.
Se meu ouvido não me engana, nessa música há um contrabaixo acústico. Essa canção eu adorei desde a primeira vez que eu ouvi. Ela tem uma pegada legal. Gosto do estilo de letra assim, que diz o que a gente sempre tem na cabeça mas levaríamos um livro para concluir em palavras. Outros compositores se destacaram nesse estilo. Renato Russo e Tim Maia  traduziam  bem certas coisas que a gente sempre pensa mas não sabe como falar.


Seu corpo (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)***
Arranjo de Chiquinho de Moraes.
Esse arranjo é um que particularmente eu não curto. Achei meloso demais. Talvez para essa música um arranjo como o de Café da manhã, ou Música Suave, ou então Porque a gente se ama de 1990, talvez deixasse a canção com outra cara. Mas trata-se de um dos sucessos do Roberto. A música já começa falando na hora do amor e o descanso. Fala da intimidade pura com o corpo da pessoa amada. 

El Humahuaqueño (Zaldivar)**
Arranjo de Lee Holdridge
Acompanhamento: Los Chaskis
Diretor: Rodolfo Dalera
Los Chaskis é um conjunto formado por Rodolfo Dalera e sobre ele, pasme, não há um só texto na internet em português. No centro de São Paulo já presenciei um grupo assim tocando essa música. Destaque para a versatilidade de Roberto. Só para lembrar, até 1975, ele já tinha gravado rock, samba em Maria, carnaval e cinzas, blues em Como dois e dois, bossa nova, soul em  Jesus Cristo, Todos estão surdos... Um tabefe na cara daqueles que falam que o Roberto nunca muda.

Mucuripe (Fagner – Belchior)***
Arranjo de Chiquinho de Moraes.
Música do grande Fagner e do grande Belchior. No especial de 92, Fagner estourou com a música Borbulhas de amor. Roberto disse no programa que Fagner estava lhe dando um presente por estar lá. Fagner disse presente havia sido dado por Roberto quando  gravou Mucuripe.

Gravado nos estúdios Eldorado (São Paulo), CBS (RJ, New York e Buenos Aires).
Fotos de Cinira Arruda

Este disco como foi dito no início da postagem, marca os dez anos do movimento Jovem Guarda. Além disso, foi o primeiro disco do rei a trazer um layout de capa que por muitos anos foi marca registrada de Roberto. O layout de álbum, capa dupla, com a famosa foto do meio, porém, as letras das músicas viriam somente em 1981, mas também, não seguiriam sempre com letra, o disco de 1982 veio apenas com uma foto na capa interna. 



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