O DISCO DE 1987








Lado A
1 – To Chutando Lata (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
2 – Menina (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
3 – Águia Dourada (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
4 – Coisas do Coração (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
5 – Canção do Sonho Bom (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Ronaldo Bastos)

Lado B
1 – O Careta (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
2 – Antigamente Era Assim (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
3 – Ingênuo e Sonhador (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
4 – Aventuras (Antonio Marcos/Mario Marcos)
5- Todo Mundo Está Falando (Everybody’s Talking) (Fred Neil – Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

 
Lado A

1 – To Chutando Lata (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Nico Resende
A música que eu sempre gostei pela (cozinha) ser perfeita. O baixo e a bateria estão redondos. A metaleira arrebenta nessa música que abre o disco. No cd se percebe algumas diferenças em relação ao vinil, (ou então, o meu toca discos aqui era muito ruim, rs). Roberto canta sobre a transmissão de pensamento, tipo na hora que ele queria ligar para a Myrian, ela liga pra ele.

2 – Menina (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Lincoln Olivetti
Roberto tenta aqui resgatar a sensualidade dos do início dos anos 80. A letra gira em torno de situações de um cara mais velho, sugerindo para a Menina lhe ensinar tudo à maneira dela. Roberto explora bem mais a voz do que na primeira canção. O belo solo de sax fica por conta de Pique. Curiosamente essa música não tem bateria. Tudo na tecladeira de Lincoln ou de Nico Resende.

3 – Águia Dourada (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Chiquinho de Moraes
Aqui percebemos uma leve diferença em relação ao vinil. Aqui a dupla fala do índio, da natureza, desmatamento, etc. Na ficha técnica do disco podemos ler várias vezes escrito violão Ovation. A canção é sobre águia. Na última e campeã de audiência, entrevista do Roberto no Jô, Roberto falou de uma época em que sabia tudo sobre águia. Aos mais atentos, por muitos anos na lapela esquerda do blazer, sempre tinha uma águia.  

4 – Coisas do Coração (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Arranjo: Eduardo Lages
Música bastante veiculada na rádio. Comentavam as más línguas já nessa época que as músicas de Roberto não soavam mais como antigamente. O que esse pessoal não percebia era que Roberto sempre foi um artista à frente do seu tempo. Nos anos 60, na transição da Jovem Guarda para o R&B, tanto na fase iê-iê-iê quanto na fase black, ninguém no Brasil chegava perto dele. Na década de 70, que para muitos é a melhor época de sua carreira, ninguém o batia também....

5 – Canção do Sonho Bom (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Ronaldo Bastos)
Arranjo: Lincoln Olivetti/Cobertura de Cordas: Eduardo Lages
Uma música lotada de dissonâncias, também, olhe o time de compositores. Canção digna de qualquer disco de MPB. Mauro Motta toca uma penca de teclados, ou seja, em disco que o Mauro Põe a mão, fica excelente, em música que ele toca então, fica melhor ainda. Nos teclados ainda temos Lincoln Olivetti e Robson Jorge. 




Lado B
1 – O Careta (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Charles Calello
Uma das minhas preferidas do disco que é um dos meus preferidíssimos. A música da polêmica que rendeu um processo por plágio. Mas não vou comentar aqui sobre o caso. A verdade é: A música ficou legal na voz do Roberto, com letra de Roberto e Erasmo. Aqui, como em outras músicas do disco, temos Aristeu nas guitarras. Rogério Rocha Meanda é o resposável pelo solo de guitarra. Apenas acho que o tom ficou alto para Roberto. Mas a música fala da dependência química, uma música atualíssima até hoje. A canção foi excluída dos CDs vendidos separadamente e do Box Pra Sempre.

2 – Antigamente Era Assim (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Nico Resende/Arranjo Cordas: Eduardo Lages
A tecladeira dá as caras novamente aqui. A letra narra sobre lembranças de como era o relacionamento. No trecho (E tudo você fazia/pelo prazer de agradar/ a ansiedade no olhar/ o tempo todo na espera do telefone tocar). A música dá a idéia de que realmente antigamente havia mais sentimento. Belo solo de Flugel de Marcos Montarroyos.

3 – Ingênuo e Sonhador (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Arranjo: Eduardo Lages
Realmente a primeira linha da música a gente sente uma coisa bonita quando alguém diz que ama. Ingenuidade e sonhos acompanham todo casal que está no começo. É uma música que narra o início gostoso do namoro. No violão solo Aristeu, fiel escudeiro do rei. Sempre discreto, mas toca demais.

4 – Aventuras (Antonio Marcos/Mario Marcos)
Arranjo: Eduardo Lages
Impossível ouvir essa canção e não se perder em pensamentos. Lages faz um arranjo a altura da grandiosidade da canção. Antonio Marcos (que falta ele faz na nossa música), era o próprio homem poema. Junto com Mario Marcos, dizia numa frase o que qualquer pessoa gastaria uma folha para escrever. Gosto do trecho (Se você me abandona/ apenas um segundo/ a vida muda o gosto/ e eu sinto saudade).

5- Todo Mundo Está Falando (Everybody’s Talking) (Fred Neil – Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Lincoln Olivetti/Arranjo de Cordas: Charles Calello
Trata-se de uma versão de um grande sucesso, mas que conheci primeiro na voz do Roberto. O rei também fez versões ao longo de sua carreira. Desamarre meu Coração do disco É proibido Fumar é uma versão de Unchain My Heart. Lobo Mau do disco Jovem Guarda de 65 é versão de The Wanderer. Calhambeque de Hot Road. Eu te amo, versão de And I Love Her dos Beatles. Nessa última, o rei a gravou com um estilo próprio. Enquanto outros artistas apenas copiaram a levada que Paul McCartney fez em seu acústico. Muita gente fez dessa versão um bolerão açougueiro, como diria Raul Seixas. Nas primeiras, Roberto escolhia a dedo sobre qual música fazer as versões. Diferente do que se vê hoje, que todo sucesso internacional vira forró.

Considerações Finais
O disco saiu em 1987. Não lembro muito por qual razão, mas para quem tinha comprado os lp’s, a gravadora acabou fazendo um (recall). Não lembro ao certo se era um defeito na prensagem. Eu sei que eu não voltei na loja. Nessa época lembro que eu estava ruim de som em casa. Eu tinha um toca-discos Telefunken que já estava mal das pernas coitado. A rotação tava alterada, instável, um belo dia travou de vez. Aí para ouvir o disco, que eu estava para lá de curioso, no desespero eu tirei o prato do toca-disco e coloquei graxa de sapato, foi a salvação. Esse disco nota-se uma sonoridade meio aguda, não é encorpado como o de 1988, por exemplo. O time de músicos também é na maioria brasileiros. Apenas o resultado final ficou meio agudo.  O visual da capa é branco, uma das cores preferidas do rei. Produzido por Mauro Motta. Gravado nos estúdios Sigla (RJ e SP) e Lincoln Olivetti (RJ). Fotos Luiz Garrido. 

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Nova Coluna - Amigo



Prezados amigos e seguidores do blog Súditos.
Uma nova coluna será lançada no blog. Vai se chamar Amigo. A ideia é a seguinte: Os amigos e leitores desse blog poderão expressar como conheceram Roberto Carlos, como passou a gostar de Roberto Carlos, qual o nível de Robertista que é, os discos que mais gosta, filmes, especiais de fim de ano, shows que assistiu, vale tudo. Então fica assim: Convoco todos os amigos e leitores Robertistas para escrever aqui tudo o que sentem pelo Roberto.
Quem quiser participar pode enviar um email para enelito5@hotmail.com
No Assunto colocar: Blog Súditos RC Coluna Amigo
Estou no aguardo!

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O DISCO DE 1981

O disco de 1981 é para muitos o melhor gravado, as melhores canções, a melhor equalização e a melhor mixagem. Para muitas pessoas depois de 1981, Roberto nunca mais fez mais um disco a altura deste.

01- Ele está pra chegar (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Jimmy Wisner e Arranjo de Base: Lincoln Olivetti.
Uma bela música/mensagem composta pela dupla abre o disco com maestria, já nessa primeira faixa escutamos que o som dos instrumentos está bem mais nítido e próximo de maneira que pensamos que a banda está ao vivo no canto da sala. A separação dos instrumentos está perfeita.

02- Simples Mágica (Regininha)
Arr: Torrie Zito
Para quem não sabe, esse arranjador da trabalhou nas orquestrações do disco Imagine de John Lennon. Agora imagine se Torrie Zito acompanhasse alguns discos do rei a mais.... A letra fala da alegria de um novo amor, bela letra que descreve os detalhes da pessoa amada que acabou de chegar em nossas vidas.

03-As Baleias  (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr. ritmo: Al Capps Cordas: Jimmy Wisner
Essa foi feita pra mim, estou gordo. A última música protesto do rei tinha sido O Ano Passado em 79. Bela letra que leva os caçadores a pensar em todos os detalhes e Roberto não esqueceu de nada. Desde  (olhar nos olhos do que morre em suas mãos) até (... seus netos  te perguntando pelas baleias que eles viram num programa de televisão. De não deixar nascer a vida que se faz...) em 1976 ele teria falado sobre as baleias antes de cantar a música do disco do ano “O Progresso”.

04-Tudo Pára (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr. Torrie Zito.
O clima das músicas arranjadas por Zito têm um clima, uma atmosfera diferente. A letra é bela e fala do momento em que o casal fecha a porta do quarto e que se dane o resto. O clima de fim de tarde de um sábado, a noite chegando...

05-Doce Loucura  (Mauricio Duboc / Carlos Colla)
Arr. Tom Saviano
Talvez uma das letras mais íntimas da carreira do Roberto. A música tem uma atmosfera legal também.



LADO B

01-Cama E Mesa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr: Al Capps
A música que eu cantava com seis anos de idade na janela da sala lá de casa, rs. A música trata do amor de uma forma interessante. Tudo em sua vida, tudo em minha vida. Falar de amor é com a dupla RC/EC. O sabonete, a toalha, o travesseiro, o sol, o doce que eu mais gosto, queria eu ter feito uma música assim.

02-Emoções (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr: Torrie Zito
Essa música é o grande sucesso por vários motivos. Porém cada pessoa enxerga um ou outro. Bom já começa pela sonoridade, Torrie Zito caprichou bastante no arranjo dessa canção. No programa do Faustão de lançamento do Acústico, o Erasmo entrou em vídeo dizendo que eles se emocionaram bastante ao compor. Um jazz lento onde se escuta cada um dos instrumentos com perfeição, os arranjos de Torrie Zito caíram como uma luva nessa música. Vale a pena ressaltar que eu pelo menos nunca vi essa sonoridade no palco. Em se tratando das versões, no palco são mais rápidas, mas o Sr. Eduardo Lages mandou bem no acústico, até parece que todos os músicos tomaram um calmante, especialmente nessa canção, rs.

03-Quando o Sol Nascer (Mauro Motta/Eduardo Ribeiro)
Arr.Jimmy Wisner
Outra pérola da carreira do rei. Aliás esse disco pode ser considerado um Greatest Hits do rei. A letra sugere a pessoa a abrir a porta quando o dia amanhecer, etc. E fala de planos pra levar a pessoa a ver as cores do dia feliz... Enfim, novamente a atmosfera que a música passa é uma sensação de bem estar, paz e tranqüilidade.


04-Eu Preciso de Você (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arr. Al Capps
Letra que fala da necessidade da pessoa amada em todos os sentidos e porquês. Há a comparação também (como a abelha necessita de uma flor) (A terra necessita do sol e da chuva...).

05-Olhando Estrelas (Eduardo Lages/ Paulo Sérgio Valle)
A letra fala de observar a pessoa amada dormindo. Fala também que tanto amor por tão intenso não se resume numa noite só.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Roberto caprichou nesse disco que tem de tudo um pouco. Há uma mensagem logo no início (Ecumênica) note que todas as suas músicas que tem esse tipo de mensagem nunca foram para o lado da religião, mas sim para a espiritualidade. Sempre falam de Jesus Cristo, Deus e Nossa Senhora. Sabemos que o rei sempre é católico, porém sua música pode ser ouvida pelo católico apostólico romano, pelo apostólico brasileiro, pelo evangélico...

Voltando a falar do disco, há também uma música protesto, no caso de 1981 falando da caça as baleias, e músicas de amor de várias situações, saudade de quem já saiu fora, de quem está chegando, de quem já está algum tempo, enfim, um disco para todas as situações. Se você tiver esse disco, ele vai ter uma música para cada fase da sua vida.

Na parte técnica ele foi gravado nos estúdios de Nova York e Los Angeles, fotos de Frederico Mendes e o destaque para mim aqui vai para Torrie Zito. 
 
Dessa vez vou terminar o post de um jeito diferente. Postarei aqui a minha coleção de edições desse disco.
Claro que não chega aos pés de algumas edições que já vi por aí. Mas é minha e a guardo com o maior carinho do mundo. Eis as edições em LP, compacto, fita cassete e cd.

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O disco de 1985


Verde e amarelo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
De coração pra coração (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Isolda)
Só vou se você for (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Paz na Terra (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Contradições (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Pelas esquinas da nossa casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Símbolo Sexual (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
A atriz (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Você na minha mente (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Carlos Colla)
Da boca pra fora (Mauricio Duboc/Carlos Colla)

Verde e amarelo - Arranjo Charlie Calello
Direção de base e regência: Cleberson Horsth
Participação especial do Coral da Universidade Santa Úrsula, sob a regência do Maestro Marcelo Busslkl
De coração pra coração - Arranjo Lincoln Olivetti
Só vou se você for – Arranjo de Lincoln Olivetti e arranjo de cordas Eduardo Lages
Paz na Terra – Arranjo Gene Page
Contradições – Arranjo Eduardo Lages
Pelas esquinas da nossa casa – Arranjo Lincoln Olivetti
Símbolo Sexual – Lincoln Olivetti
A atriz – Lincoln Olivetti
Você na minha mente – Lincoln Olivetti e arranjos de cordas Charlie Calello
Da boca pra fora – Eduardo Lages

Solo de sax alto em A atriz e Só vou se você for – Leo Gandelman

Gravado nos estúdios: Transamérica (RJ), Lincoln Olivetti (RJ), Multi (RJ), Sigla (RJ), A&M (Los Angeles) e Sigma Sound (New  York). Transcrição para 48 canais Estúdios Transamérica (SP). Produzido por Mauro Motta. Fotos Externas: Luis Garrido. Foto interna: Sergio de Souza.


Verde e amarelo (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Charlie Calello
Direção de base e regência: Cleberson Horsth
Participação especial do Coral da Universidade Santa Úrsula, sob a regência do Maestro Marcelo Busslkl
Roberto e Erasmo falam aqui do Brasil, uma canção patriota, um rock gostoso com guitarras bem marcadas, bateria com efeito, baixo espetacular, tudo redondo e um belo solo de guitarra. No coro adulto uma conhecida nossa. Lizzie Bravo, a brasileira que gravou Across The Universe com os Beatles. No final da música uma bateria semelhante a de uma escola de samba.

De coração pra coração (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Isolda)
Arranjo Lincoln Olivetti
Um dos grandes sucessos do disco também. De coração pra coração fala da sintonia da emoção, do não deixar as coisas pra depois, sonhos iguais, sabor no beijo de (te quero mais)... é a trilha sonora perfeita para quando se vive um grande amor. É a canção do amor bem sucedido.

Só vou se você for (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de Lincoln Olivetti e arranjo de cordas Eduardo Lages
Se a canção anterior fala do amor bem sucedido, aqui já dá indícios de tempos de perreio completo. O tempo em que (a gente era feliz e apaixonado) é situado em lembrança. O apenas viver agarrado, cama grande, dormir abraçado, há até uma dose de sensualidade explícita, (eu queria, e você dava sem eu pedir). Mas mesmo, vivendo nas aparências, tentar sorrir, ainda existe a vontade de (tentar novamente o amor, que um dia tivemos).

Paz na Terra (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Gene Page
Roberto e Erasmo falam aqui sobre a paz. Questionam sobre o homem como um animal estranho, que (permite abusos da ciência), procura prolongar a vida, absurdos nucleares... Mas ao mesmo tempo falam em armas. Há uma citação de que Deus é pai e pede-se paz na Terra.

Contradições (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Arranjo Eduardo Lages
Aqui a dupla Lages e Valle, falam das diferenças de um casal sobre quando um quer levar a coisa a sério e o outro acha que a vida é um Indiana Jones. Existe muito por aí. 



Pelas esquinas da nossa casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Essa canção talvez seja o ápice da sensualidade nos discos do Roberto do anos 80. Já começa abrindo a porta sem cuidado, provavelmente chutando a mesinha de centro, rasgando as cortinas, já pára para um abraço, festival de mão boba e a continuação disso transformam todos os cômodos da casa em ambientes transáveis. Cozinha, corredor, área de serviço, banheiro, tanque...

Símbolo Sexual (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Creio que foi na época em que se começou a usar o rótulo símbolo sexual. Aqui Roberto e Erasmo falam do cabelo, caras e bocas, bronzeado, jeito provocante, usados a exaustão pelas modelos em revistas, tv e mídia em geral. “mulher bonita a gente sempre vê no jornal”, no jornal nem tanto, a não ser quando tinha o Noticias Populares hehe. Mas essa música traz uma característica em que o refrão me irrita “sex sex sexual...”. Particularmente eu detesto esse refrão. Isso me faz lembrar de outra música que eu não gosto muito no disco mas em show ela é espetacular. O Charme dos seu Óculos.



A atriz (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo Lincoln Olivetti
Canção que mostra o quão deve ser difícil ser casado, ou namorar uma atriz. “vejo em outros braços, tudo aquilo que é meu”. Ciúme, que é interrompido pelo telefone. No clip a atriz, claro é a Myrian Rios, Roberto aparece chegando em casa com um baita presente e encontra apenas o perfume no ar e um bilhete escrito com batom. No clip também temos a oportunidade de rever o Roberto ator, encenando e dizendo os versos da canção para a câmera, fazendo um brinde à uma cortina com o rosto de Myrian. Os atentos notarão um quadro de Elvis Presley na estante.

Você na minha mente (Mauro Motta/Robson Jorge/Lincoln Olivetti/Carlos Colla)
Lincoln Olivetti e arranjos de cordas Charlie Calello
Bela música escrita a quatro mãos, pelo produtor, arranjador e compositores. A letra fala de quando uma pessoa não sai da nossa cabeça. Por mais que digamos que (digo que não sei não me interessa), todo mundo sabe, todo mundo vê (que eu não consigo te esquecer...)

Da boca pra fora (Mauricio Duboc/Carlos Colla)
Arranjos Eduardo Lages
Bela canção que fala das brigas que começam e terminam, que na real o casal não briga (só fica de mal)... O Maestro Eduardo Lages tem canções maravilhosas. Confissão de 1980 é uma de se debulhar em lágrimas quando se escuta.

O disco de 1985 começa com uma canção em homenagem ao Brasil e a tudo o que simboliza ele. A beleza da mulher brasileira, futebol, o brasileiro bom de papo e de cuca. Esse ano é marcado pelo movimento Diretas Já, o povo brasileiro queria votar pra presidente também. 1985 é o ano do Rock in Rio, o primeiro festival internacional de proporções astronômicas no Brasil. Iron Maiden, Rod Stewart, Queen e vários outros grandes nomes do rock internacional dividiriam o mesmo festival que Ney Matogrosso, Erasmo Carlos, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso entre outros. Seria a ascensão alguns anos antes da queda do mercado fonográfico mundial.
No disco de 1985 de Roberto, é a primeira capa da década de 80 em que ele aparece de cabelos compridos novamente. A última capa de disco com Roberto de cabelos longos tinha sido em 1975. Era os anos 80, que segundo Raul Seixas, era a charrete que perdeu o condutor. Esse especial eu mesmo não me lembro de ter assistido, não tinha o que fizesse a Globo pegar em casa. Mas hoje graças à internet e ao you tube, constantemente somos presenteados com registros que assistimos e queremos nos lembrar e a registros que não assistimos e morremos de curiosidade. Não sei se foi o especial de Roberto de 1982 em que foi ao ar em um mesmo dia, próximo das festividades de fim de ano, em que estávamos eu e meus pais na casa da minha avó, com tios, primos, uma cambada falando alto, transitando pra lá e pra cá e o especial do Roberto na televisão. Eu só queria que todos calassem a boca, pois eu queria assistir o especial, mas não consegui assistir a nada. Mas dane-se, um dia eu vou ter todos os especiais.
 Gravado nos estúdios: Transamérica (RJ), Lincoln Olivetti (RJ), Multi (RJ), Sigla (RJ), A&M (Los Angeles) e Sigma Sound (New  York). Transcrição para 48 canais Estúdios Transamérica (SP). Produzido por Mauro Motta. Fotos Externas: Luis Garrido. Foto interna: Sergio de Souza. 

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