Exposição Oca Ibirapuera - parte 2

2ª PARTE
Continuando a minha visita a Exposição dos 50 anos de carreira do Roberto na Oca do Ibirapuera, a seguir depois dos carros e presentes, viriam o que eu chamei de Espaço Nestlé, os troféus e discos de ouro, platina e diamante. Até um prêmio em formato de fita k7 tinha lá. Ver esses discos de perto, quando a gente só vê em documentários, reportagens, fotos, dá uma emoção muito grande de ver tudo isso de perto.

Espaço Nestlé
No espaço Nestlé ficava um quiosque tipo uma lancheteria onde tinha café expresso, que eu bebia pelo menos uns cinco, chocolates, que eu comprei uma penca nos dias que fui pra concorrer ao tão sonhado calhambeque, por ser diabético comprei tudo zero açúcar, me entupi de chocolate e não ganhei o calhambeque que estava exposto para tirar foto. O pessoal da Nestlé tirava a foto, colocava no site e a pessoa podia fazer o download da foto.



Perto do espaço Nestlé, ficava uma cronologia em vídeos da carreira do Roberto. Com vários vídeos raros que encontram se na mão de colecionadores e fãs.
Ainda era o primeiro andar da Oca, muitas coisas ainda tinha para ver.


Troféus

Perto das redomas de vidro que expunham os presentes dos fãs, troféus foram expostos também.
O reconhecimento pelo sucesso do artista deve ser a maior recompensa além do carinho e respeito do público. Alguns desses troféus foram ganhados no exterior. Há um video do Roberto no Chile onde eu tenho a impressão que um dos troféus que eu vi é o mesmo do vídeo.






Na sequência os discos de ouro, platina e diamante.




























Ainda perto do ambiente com os discos de ouro ainda tinha o famoso triciclo e um piano com o famoso pedestal. Um pouco mais além, no térreo tinha a parte da discografia, com todos os discos da carreira do rei, nacionais e internacionais, os visitantes podiam ouvir as músicas, assistir aos vídeos, e as fotos das capas nas janelas da Oca. Ao tocar na capa ela mudava de um ano para outro.



Bom, vou encerrando a segunda parte por aqui, porque ainda tinha muita coisa para visitar. O subsolo e mais dois andares para cima... Na terceira parte o subsolo.

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O disco de 1992


1 – Você é Minha (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
2 – Mulher Pequena (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
3 – De Coração (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
4 – Você Como Vai? (Cláudio Baglioni) Versão Roberto Carlos/Erasmo Carlos
5 – Dito e Feito (Altay Veloso)
6 – Herói Calado (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
7 – Eu Preciso Desse Amor (Michael Sullivan/Paulo Massadas)
8 – Você Mexeu Com A Minha Vida (Mauro Motta/Paulo Sérgio Valle)
9 – Dizem Que Um Homem Não Deve Chorar (Palmeira/Mario Zan/Pepe Ávila) Adap RC/EC
10 – Una En Un Millón (Roberto Livi/Alejandro Vezzani)



Esse eu diria que é um disco clean (limpo). Muito longe do som rústico dos anos 70, longe da sensualidade nas letras dos anos 80, o Roberto dos anos 90 é um Roberto mais ou menos assim: As músicas dos anos 70, eram tudo que a mulherada tinha que ouvir, letras arrojadas, baladonas do estilo corta pulso, etc. Nos anos 80, a fase de casado onde tudo é novidade, escute Pelas Esquinas de Nossa Casa, Só vou se Você For... Só recém-casado presta atenção nessas coisas, rs. Nos anos 90 meu caro, o romantismo continua presente porém agora com maturidade.


1 – Você é Minha (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo e arranjo de metais: Charlie Calello
Roberto descreve todas as particularidades da amada, da vida a dois, porque gosta tanto da amada e o porquê desse gostar tanto. Frases como (gosto tanto do seu jeito, se é de manhã te vejo, o jeito de tirar as meias, puxar o zíper, perfume) dão um panorama geral de como é gostoso o começo de namoro. Os sábios dizem, (no começo tudo são flores mesmo, depois avacalha). A música é bela, mas com uma bateriazinha programada sem vergonha que se extende em mais algumas faixas. A tecladeira seria uma constante de 90 até os dias de hoje.

2 – Mulher Pequena (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo: Charlie Calello / Arranjo de Cordas: Eduardo Lages
Roberto fala, antes de cantar a música no especial de 92 na Rede Globo, que numa pesquisa viu com Erasmo que a maioria das mulheres no Brasil era da estatura menor que 1,60m. Claro que não poderia faltar uma estrela global, Patrícia França enche tela com sua beleza. Aqui começa a fase do Roberto de homenagear a mulher em toda a sua plenitude. A baixinha, a gordinha em 93, a de óculos, a de 40 e parou com essa mania ao que tudo parece. Mas mulheres do Brasil todo se sentiram homenageadas com uma música de ninguém mais, ninguém menos que Roberto Carlos. Aqui há bateria gravada por John Robinson e o violão solo por Ramon Stagnaro.


3 – De Coração (Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle)
Arranjo: Eduardo Lages
Eduardo Lages mata a pau na sua letra em parceria com Paulo Sérgio. Frases como (idas e voltas, paixão meio fora dos planos, quem sabe o sonho mais lindo que eu deixei passar) faz qualquer um se  debulhar em lágrimas. Aqui não há bateria de verdade, mas há o solo de guitarra de César Borg.

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4 – Você Como Vai? (E Tu Come Stai?) (Cláudio Baglioni) Versão Roberto Carlos/Erasmo Carlos
Arranjo: Charlie Calello
Bela versão da música de Cláudio, cantor e compositor italiano de uma carreira de muitos êxitos. Uma das minhas preferidas, diga se de passagem. Uma revisita do rei à um estilo que podemos considerar um rock romântico. Nas guitarras, Mr. Paul Jackson Jr e na bateria John Robinson. Os metais passeam pela música toda, com arranjos minuciosamente escritos.


5 – Dito e Feito (Altay Veloso)
Arranjo: Eduardo Lages
A letra é riquíssima. Altay Veloso é um compositor nascido em São Gonçalo, RJ. Vários nomes brasileiros já gravaram suas canções. As frases (fechei meus olhos para os seus erros, não dei ouvidos quando um amigo disse cuidado) são coisas que ficaram legais na voz do Roberto. Mais uma bela canção, de um excelente compositor em um disco do Roberto. Na bateria, uma tomada 110W.

6 – Herói Calado (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Arranjo de base e metais: Charlie Calello / Arranjo de cordas: Eduardo Lages
Música dedicada ao povão. Roberto e Erasmo acertam em cheio com a letra, lembrando do pessoal que vai e volta amarrotado no trem. A guitarra solo é de Dean Parks.

7 – Eu Preciso Desse Amor (Michael Sullivan/Paulo Massadas)
Arranjo: Eduardo Lages
A ausência de instrumentos de verdade na músicas é uma coisa que me incomoda. George Harrison disse certa vez que gostava de música de verdade, de ouvir um músico de verdade tocando. Quando eu gravei uma música minha chamada Razão de Tudo em 2004, onde tentei dar uma de Paul McCartney tocando tudo sozinho, ao gravar a bateria eletrônica que consiste em todas as peças de uma bateria normal, mas com um cabo saindo de cada peça e indo para um distribuidor geral, me senti um traidor da música por estar gravando em uma coisa eletrônica. Pra quem é baterista sabe, não é a mesma coisa você sentar o pé no pedal e tocar um bumbo convencional e um bumbo eletrônico. Para ouvidos mais exigentes é a mesma coisa. Toque um disco de música com citações clássicas com violinos, quarteto de cordas e um disco com o (preset de teclado) strings. Ouvidos exigentes irão preferir o disco com quarteto de cordas de verdade. A música dos hit makers Sullivan e Massadas tem várias citações interessantes que fazem jus ao nome da canção. A letra já propõe uma volta da pessoa amada, uma volta no tempo numa tentativa para consertar os erros cometidos.





8 – Você Mexeu Com A Minha Vida (Mauro Motta/Paulo Sérgio Valle)
Arranjo de Base: Charlie Calello / Arranjo de cordas: Eduardo Lages
Roberto é um artista flexível. Aceita por exemplo cantar uma canção que a letra não siga fielmente o seu estilo de compor. Está aí uma das provas da diversidade de estilo, agora aqui em letra. Mauro Motta e Paulo Sérgio trazem para os dias de hoje que o amor antigo é uma coisa bonita, meio esquecida. E as perguntas que nos fazemos quando estamos na situação da canção, (Porque é que você não ficou como um breve momento?; Nessa coisa de amor é preciso ter muito cuidado). Boa canção da dupla. Roberto faz o refrão consigo mesmo em overdub.

9 – Dizem Que Um Homem Não Deve Chorar (Palmeira/Mario Zan/Pepe Ávila) Adap RC/EC
Arranjo: Charlie Calello
Bela música gravada por Roberto, composta em 1958 por Mario Zan, Diogo (Palmeira) Mulero. Mario Zan quem, não conhece a (música de quadrilha da festa junina)? Além da música da festa junina, Mario gravou muitos discos de sucesso e compôs pérolas como a música para o Quarto Centenário da cidade de São  Paulo e  Chalana (que minha mãe adora). Essa canção é uma verdadeira volta ao mundo em 34 anos. Ela foi gravada pela primeira vez em 58 por Palmeira e Biá obtendo grande sucesso pela gravadora Chantecler. A música chamava-se Nova Flor. Foi versionada por Arthur Hamilton e gravada por The Letterman como Love me Like a Stranger. A gravação foi um dos temas em Pecado Capital em 75. Pepe Ávila fez a versão para o castelhano “Los Hombres no Deben Llorar”. Sendo revisitada e adaptada por Roberto Carlos em 92. Muita gente gravou essa canção.
Créditos para Antonio Carlos Pereira que postou os esclarecimentos sobre a canção no Clube do Rei.

10 – Una En Un Millón (Roberto Livi/Alejandro Vezzani)
Arranjo: Julian Navarro
Bela canção de Roberto Livi, o mesmo de Se o Amor se Vai de 88. Roberto Carlos sempre fez questão de colocar uma música por disco em espanhol. Isso vem desde 73 com El Dia Que Mi Quieiras. Roberto tem a sua carreira fora do Brasil também. Lá fora é um disco por ano. O Box Pra Sempre em espanhol, traz os discos em espanhol de todos os anos. Os discos são lançados primeiramente no Brasil e depois no exterior. Sendo assim, o disco de 92 (Você é Minha), vai ter a sua versão em 93 (Tu Eres Mia). Aliás, esse disco em espanhol vem com um track list curioso, além da foto do mesmo ensaio e que não saiu no disco do Brasil. 



1.Mujer Pequeña
2. Tú Eres Mia
3. No Me Dejes
4. Todas Las Mañanas
5. Escenario
6. Luz Divina
7. Dime Unas Cosas Bonitas
8. Y Tú Como Estás?
9. Pregúntale A Tu Corazón
10. Dicho Y Hecho

Ou seja, nem todas as músicas desse disco foram versionadas para o espanhol.

Gravado nos estúdios Conway e Westlake (LA), Sigla, Estúdio K, Mix e Transamérica (RJ) e Crescent Moon em Miami. As fotos são de Milton Montenegro.

Considerações finais.
O disco tem uma sonoridade gostosa de ouvir, não esquenta a cabeça. Aqui Roberto grava com Eduardo Lages na tecladeira, maestro Tutuca, mas os gringos continuam a aparecer em algumas músicas. As letras falam de amor nas suas mais diversas situações, isso é praxe no Roberto, ele faz disco dizendo de várias situações. Aqui começa as homenagens direcionadas especialmente às fãs, aqui foi para as mulheres pequenas, ainda viriam homenagem às mulheres acima do peso, de 40, de óculos, etc. No especial do ano de 1992, Roberto dedica o programa a Augusto César Vanucci. O rei aparece com um blaser amarelo. O especial ainda conta com as participações especiais de Chitãozinho e Xororó, Erasmo Carlos, Kátia e Caetano Veloso. Além de parte do elenco da Globo destruindo a canção Um Milhão de Amigos. Os piores destaques ficam para Fábio Assunção, Diogo Vilela, e Edson Celullari.
O disco completa agora em 2012, vinte anos. Velhos tempos, belos dias...

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Exposição Oca Ibirapuera - parte 1

Nunca na história desse país, se viu um evento desse. Pelo menos não desse porte. As comemorações dos 50 anos de carreira de Roberto Carlos superaram todas as expectativas, realmente foi algo grandioso como nunca se viu e dificilmente será visto de novo. Muitos artistas que começaram na mesma época que o Roberto, também completaram ou irão completar 50 anos de carreira, porém sem as mesmas proporções, por falta de incentivo, patrocinador, enfim, o Brasil de uma certa forma mata seus ídolos e consequentemente sua história, sua cultura. Desde já digo que não esqueci os artistas contemporâneos que já completaram ou vou completar 50 anos de carreira.
A exposição na Oca do Ibirapuera em São Paulo foi o evento mais espetacular que eu já vi em toda a minha vida. Paul McCartney disse no documentário dos Beatles o Anthology, que certa vez Elvis Presley e o seu empresário Coronel Tom Parker tinham tido a idéia de mandar um carro do Elvis em tournée. As pessoas iam, pagavam ingressos e viam o carro e não o Elvis. Em 1967 os Beatles tinham gravado o conceitual e magnífico álbum Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band. Por se tratar de um álbum, pelo menos na época, quase impossível de ser reproduzido em palco, e porque os Beatles estariam se encontrando dentro do estúdio, já era a época das super produções do quarteto de Liverpool, onde dentre outros experimentos eles  usavam vários takes de uma mesma canção para chegar na versão final, tocavam a fita (fita de rolo de 4 canais) ao contrário, e muitos outros experimentos que hoje passam desapercebidos e são ignorados pela geração de hoje.
Toda essa história dos Beatles, do Elvis deve ter impulsionado o SENHOR MASTER DAS IDÉIAS Dody, empresário do Roberto.
Tentarei aqui documentar através das fotos, toda emoção que senti nas cinco vezes que lá estive. Porém vou fazer isso em várias partes.
Logo ao entrar já se deparava com o magnífico calhambeque reformado pelo piloto e amigo do Roberto, Emerson Fittipaldi. A trilha sonora era a canção calhambeque que ecoava e tocava seguidas vezes, até cheguei a pensar, se esse som estiver saindo do rádio do carro, a bateria vai pro saco desse jeito rs.





Como vocês podem reparar, embaixo de cada carro havia a inscrição “Favor não Tocar”. Eu juro que tentei obedecer, mas toquei, fiz o sinal da cruz, me benzi...
Depois de passar pelo calhambeque, seguia se a direita e no espaço onde parecem ser as janelas da Oca, tudo foi usado para que se colocassem os objetos pessoais do Roberto.


                                                     O famoso violão e o blusão de couro.

A seguir viriam os carros. Roberto sempre foi um apaixonado por carros e velocidade. Mas Roberto é um ser humano que se apega demais, como ele contou no Programa do Jô, em São Paulo o carro que ele mais anda é o Escort 1993. Abaixo constam as fotos do Landau Real e do Escortão.



Espaço dos presentes
Cerca de um ano antes o site oficial já noticiava essa exposição e pedia que os fãs mandassem o que quisessem para assim enriquecer a exposição, porém com uma ressalva: os objetos seriam doados por parte dos fãs mas não seriam devolvidos. Como disse no início do blog, não sou colecionador e tenho muito amor no pouco que tenho. Lembrei  me dos 4 livros “Roberto Carlos em Prosa e Versos” de 1967 (que será comentado no blog em breve). Como foi difícil para consegui los. Lembrei e fiquei com eles. Durante a exposição, falei com quase todo mundo que eu tinha os livros com a ressalva: Querem os livros? Meu preço: Conhecer Roberto Carlos. Para não tomar ainda mais o tempo do leitor, os livros estão comigo e eu não conheci Roberto Carlos. Mas como ele mesmo diz em Seres Humanos: Aiiiiiiiiinda...
Mas vamos lá, os presentes. Os presentes os fãs enviaram, são presentes dados na boca do palco, em vários momentos, e Roberto os guarda, tem carinho pelos presentes. E estavam todos lá. Muita gente viu novamente o presente que deu ao rei na redoma de vidro, muita gente se emocionou com isso. Muitos carros de pelúcia, bonecos a diversidade era imensa.


Bom, aqui encerramos a primeira parte da visita, lembrando que ainda tem muita coisa para mostrar. Ainda falaremos sobre os discos de ouro, platina, diamante, os prêmios e sobre os outros ambientes dessa maravilha que foi a Exposição sobre os 50 anos de carreira do nosso rei Roberto.



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ROBERTO CARLOS POR ELLA

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Roberto Carlos - Tristes momentos

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ROBERTO CARLOS POR ELLA

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FELIZ 2012


















O blog súditos RC deseja Feliz Ano Novo a seus leitores e visitantes. Para 2012 teremos muitas novidades, dentre elas, comentários de discos, falaremos de shows, especiais de fim de ano da Globo, fotos, vamos tentar interagir com outros blogs, já que somos todos fãs do Roberto Carlos, e que todo mundo se une na hora de assistir o especial de fim de ano, se une em shows, vamos ficar unidos. Levar adiante tudo o que o Roberto nos ensinou: Eu Quero Ter Um Milhão de Amigos.

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